Número de mortos na Venezuela sobe para 1.430
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse hoje que 1.430 pessoas morreram devido aos dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na passada quarta-feira, enquanto 3.328 ficaram feridas.
"Neste momento (...) estamos a contabilizar 1.430 irmãos e irmãs que morreram, infelizmente perderam a vida", disse o governante numa declaração transmitida pelo canal de televisão estatal VTV, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
O anterior balanço oficial dava conta de 920 mortos e 3.360 feridos.
Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Rodríguez acrescentou que até hoje as autoridades prestaram assistência a 73.736 famílias, principalmente no estado costeiro de La Guaira, a norte de Caracas, a zona mais atingida pelo duplo sismo.
O deputado disse ainda que 16 médicos de Curaçau chegaram ao país para cuidar das vítimas, bem como que mais de 30.000 pessoas, incluindo militares, polícias, equipas de resgate, médicos, paramédicos e psicólogos, estão mobilizadas nas áreas afetadas.
Para facilitar o transporte de maquinaria pesada para a remoção de escombros e a transferência dos feridos para vários centros de saúde na região costeira e em Caracas, Rodríguez pediu a todos os cidadãos que não se desloquem a La Guaira, uma das zonas mais afetadas, reiterando o seu apelo a doações em pontos de recolha.
A Venezuela recebeu mais de 1.600 socorristas de diversos países para prestar assistência às vítimas do sismo, referiu hoje o vice-ministro das Relações Externas para a Europa e América do Norte, Oliver Blanco.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A equipa portuguesa, composta por 64 elementos, já chegou ao país e aguarda pela atribuição de missão pelas autoridades venezuelanas, segundo a Proteção Civil.
Milhares de voluntários venezuelanos também participam nas operações de resgate nos edifícios afetados e organizaram recolhas de mantimentos e a entrega de donativos para diferentes áreas de Caracas e La Guaira.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas devido aos sismos, que ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira.