Número de mortos na Venezuela sobe para 1.450
O número de mortos na sequência dos sismos que atingiram o norte da Venezuela na passada quarta-feira subiu para 1.450, disse hoje o presidente da Assembleia Nacional da Venezuelana, Jorge Rodríguez.
"No boletim de hoje informamos que o número de mortos do desastre natural mais brutal que o nosso país já sofreu atingiu as 1.450 pessoas", referiu Rodríguez numa declaração transmitida pelo canal de televisão estatal VTV, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.
Indicou ainda que há 3.150 feridos, quando no sábado tinha dado conta de 3.238, mas não explicou o motivo desta diminuição, segundo a EFE.
O deputado disse ainda que 12.721 famílias foram afetadas pelos terramotos, acrescentando que 774 edifícios ficaram danificados, 189 dos quais ruíram, e que 38 hospitais também sofreram danos, juntamente com 44 centros comerciais e 1.645 outro tipo de estruturas.
Afirmou igualmente que 527 pessoas foram transferidas do estado de La Guaira, a zona mais afetada pelos sismos, para hospitais públicos e privados em Caracas.
Segundo Rodríguez, participam nas operações de busca e salvamento 2.624 socorristas internacionais, com 137 cães e 49 veículos de apoio.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A Presidente interina, Delcy Rodríguez, indicou nas redes sociais que a Venezuela recebeu, até ao momento, ajuda direta de 24 países, que enviaram 521 toneladas de material de socorro.
O presidente do parlamento venezuelano adiantou também que a participação de 7.876 voluntários ajudou a organizar os esforços de resgate e de remoção de escombros em La Guaira, anunciando a criação de uma linha telefónica de apoio a todos os cidadãos que estejam a sentir ansiedade, tristeza ou 'stress' pós-traumático devido ao desastre, bem como de um 'site' onde as famílias podem registar os seus familiares desaparecidos.
De acordo com o governo venezuelano, as equipas de busca e salvamento resgataram até hoje 33 pessoas com vida que estavam soterradas.
Delcy Rodríguez disse igualmente que as Forças Armadas do país estão "a participar na triagem de roupa, alimentos e medicamentos para distribuição pelos diferentes abrigos, hospitais e refeitórios, num esforço extraordinário e conjunto".
O último balanço das autoridades venezuelanas dava conta de 1.430 mortos.
Entre os mortos, há pelo menos 51 portugueses e lusodescendentes, estando 84 outros desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Os dois grandes sismos ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.