DNOTICIAS.PT
Madeira

Quatro escolas fecharam na Madeira devido à greve geral

Sindicato dos Professores refere que impacto terá sido mais sentido no pré-escolar e no 1.º ciclo

Outros 36 estabelecimentos de ensino viram a sua compenente lectiva afectada devido à paralisação de hoje. 
Outros 36 estabelecimentos de ensino viram a sua compenente lectiva afectada devido à paralisação de hoje. , Foto Arquivo

A greve geral desta quarta-feira levou ao encerramento de quatro estabelecimentos de ensino na Madeira, todos eles públicos, conforme deu conta a Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, esta tarde. 

De acordo com a tutela, a adesão traduziu-se em 14,4%, com 1.724 funcionários e cumprirem uma jornada de luta, dos 12.001 em exercício de funções. Dos 'grevistas', 756 eram docentes e outros 968 não docentes. 

Embora adiante que nenhum serviço da Secretaria da Educação tenha sido afectado pela greve geral, o gabinete de Elsa Fernandes esclarece que houve quatro estabelecimentos de ensino que estiveram encerrados, mais precisamente a EB1/PE Ribeiro Domingos Dias, a EB1/PE da Achada, a EB1/PE Cruz de Carvalho e a EB1/PE do Caniço. "Outros 36 estabelecimentos de ensino foram parcialmente afectados na sua actividade lectiva", complementa a mesma fonte.  

O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) aponta que os impactos desta greve terão sido mais significativos nas escolas do pré-escolar e do 1.º ciclo. Em declarações ao DIÁRIO, Francisco Oliveira afirmou que a paralisação não foi tão expressiva no 3.º ciclo e no secundário devido à proximidade do final do ano lectivo para os alunos que serão sujeitos a exames, mas também devido a alegadas informações transmitidas por algumas direcções escolares que terão levado docentes a acreditar que não poderiam aderir à greve devido à realização das provas de aferição do 6.º ano.

O coordenador do SPM considera que esses "obstáculos" poderão ter condicionado a adesão de alguns professores, defendendo que não estavam previstos serviços mínimos para este tipo de provas.

Apesar da ausência de números, Francisco Oliveira considera que a greve teve um impacto significativo em várias escolas da Região, sobretudo no pré-escolar e no 1.º ciclo.