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Madeira

Greve geral nos transportes ronda os 60% nas principais operadoras da Madeira

Foto Arquivo/Aspress
Foto Arquivo/Aspress

O coordenador do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNMOT) na Madeira, Manuel Oliveira, avançou esta manhã à TSF-Madeira que a adesão à greve se situa, para já, "à volta de 60%", abrangendo as três maiores transportadoras de passageiros da região — Horários do Funchal, CAM (Companhia de Autocarros da Madeira) e Rodoeste —, que classificou como "as três transportadoras de referência na região".

O responsável sindical ressalvou que o valor pode ainda subir ao longo do dia, explicando que "tendencialmente as empresas tentam minimizar os efeitos da greve e tentam deslocar trabalhadores" para fazer serviço, o que pode inflacionar artificialmente os números de não-adesão nas primeiras horas.

Manuel Oliveira alertou para a questão dos horários de trabalho, pedindo atenção redobrada das autoridades fiscalizadoras: "Estes trabalhadores não podem estar a trabalhar o dia inteiro quando se chama a sede de sol a sol." Disse esperar que "as autoridades fiscalizadoras, nomeadamente a PSP, possam contribuir para a manutenção da segurança de pessoas e bens através da fiscalização do horário de trabalho destes trabalhadores", acrescentando que "há normas legais, têm que ser respeitadas".

Sobre as pressões alegadamente exercidas pelas empresas sobre os trabalhadores para que não aderam à paralisação, o coordenador do SNMOT admitiu que se trata de um diferendo sem resolução à vista: "É o sindicato a dizer que sim, as empresas a dizer que não. É o fado, é o fado diário." Ainda assim, foi directo: "Estes trabalhadores sofrem pressões. As empresas sabem perfeitamente que pressionam estes trabalhadores a poderem trabalhar mais horas do que as normais."

Quanto aos motivos da greve, Manuel Oliveira remeteu para causas já conhecidas, referindo que os trabalhadores contestam medidas "nomeadamente impostas pelo próprio governo, como é a liberalização dos despedimentos, entre outras coisas".