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Trump afirma que Teerão pediu uma reunião para terça-feira em Doha

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Foto EPA/TIERNEY L CROSS / POOL

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão pediu uma reunião para esta terça-feira em Doha, numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social.

"O Irão solicitou uma reunião. Terá lugar amanhã [terça-feira] em Doha", disse Trump.

As autoridades iranianas ainda não comentaram as declarações do chefe de Estado norte-americano.

Pouco antes, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão para os Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi, tinha indicado que "nenhuma reunião dos grupos de trabalho técnicos está agendada para esta semana", depois de o Paquistão, que serve de mediador, ter anunciado na semana passada que estava prevista uma reunião para esta segunda ou terça-feira.

As declarações de Gharibabadi surgiram horas depois de um responsável norte-americano ter confirmado à agência de notícias Europa Press que os Estados Unidos e o Irão cessariam as hostilidades dos últimos dias e "continuariam as conversações técnicas" sobre o seu memorando de entendimento quando os navios "pudessem navegar livremente" no Estreito de Ormuz.

A troca de ataques entre EUA e o Irão eclodiu na quinta-feira, após a agressão iraniana contra um navio com bandeira de Singapura que navegava pelo estreito de Ormuz.

Washington descreveu este incidente como uma violação do acordo estabelecido entre os EUA e os iranianos, lançando posteriormente ataques aéreos de retaliação contra o Irão. Teerão, por sua vez, denunciou uma violação do cessar-fogo e respondeu com ataques contra interesses norte-americanos no Médio Oriente.

O Irão afirmou no domingo que a responsabilidade pelo estreito recai exclusivamente sobre a República Islâmica.

"Nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

Nos últimos meses, as autoridades iranianas têm insistido que o estreito deve ser gerido conjuntamente por Teerão e Mascate, os dois Estados costeiros da zona. Washington e outros países já apelaram para o regresso ao estatuto anterior ao conflito, referindo-se à ausência de portagens.