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Trump inicia quarta-feira celebrações dos 250 anos da Independência dos EUA com comício

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, dará na quarta-feira início a uma vasta programação que assinala o 250.º aniversário da Independência dos Estados Unidos (EUA) com um comício na inauguração da "Grande Feira Estadual Americana" em Washington.

"Quarta-feira, 24 de junho, será o pontapé inicial da nossa celebração de verão em comemoração aos 250 anos da Independência Americana! (...) Vamos divertir-nos e celebrar a América", escreveu Trump na sua rede social Truth Social, ao convocar os norte-americanos a juntarem-se às festividades.

Trump irá discursar na abertura da "The Great American State Fair" [Grande Feira Estadual Americana, na tradução para português], que, de 25 de junho a 10 de julho, estará aberta ao público no National Mall, um amplo parque no centro da capital federal norte-americana, onde estão localizados monumentos como o Lincoln Memorial ou o Washington Monument.

A iniciativa pretende dar destaque à história, cultura e património dos EUA.

"Poderás presenciar impressionantes sobrevoos militares com caças de precisão e bombardeiros furtivos, pilotados pelos nossos pilotos militares americanos, que provaram ser a elite do mundo", indicou o Presidente, descrevendo o evento como uma "homenagem patriótica" em Washington DC, "uma das cidades mais seguras do mundo, que está a ser embelezada a níveis nunca antes vistos".

O evento pretende ser uma montra para todos os estados e territórios norte-americanos. Mas, apenas alguns dias antes do início da Feira, vários estados recusaram-se a participar.

Pelo menos sete estados governados por democratas optaram por não enviar representantes oficiais à "Grande Feira Estadual Americana" e alguns expressaram preocupação com a possibilidade do evento estar a tornar-se mais partidário do que o anunciado. 

Massachusetts, Carolina do Norte, Washington, Illinois, Oregon e Connecticut alegaram restrições orçamentais como justificação para não participarem, segundo o portal The Hill, que noticiou ainda que as autoridades do turismo do Maine recusaram o convite devido a compromissos de agenda durante a "alta temporada de verão". 

Já um porta-voz do conselho de turismo da Pensilvânia disse ao The Hill que o estado ainda está a decidir se participará ou não. 

Contudo, segundo o 'site' oficial do evento, mais de 150 expositores de todos os "estados e territórios, empresas, inovadores e organizações cívicas" estarão presentes na "Grande Feira Estadual Americana", que apresentará "o melhor da América através de pavilhões estaduais, exposições industriais, atrações para toda a família, exibições de filmes, apresentações musicais, conjuntos militares, sobrevoos espetaculares, programação cultural diária e uma icónica roda-gigante".

A ausência de vários estados não é a única polémica a marcar as festividades dos 250 anos da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776).

Diversos artistas também cancelaram a sua participação nas festividades no National Mall após apontarem ligações do evento com a Casa Branca (presidência norte-americana).

Entre os que abandonaram o cartaz estão o cantor de 'rock' Bret Michaels, vocalista da banda Poison, bem como as bandas Alabama, The Marshall Tucker Band, The Oak Ridge Boys e o músico 'country' Mark Wills.

O grupo "Freedom 250", responsável pela "Grande Feira Estadual Americana" e respetivos concertos, foi lançado no ano passado pelo Governo de Trump. No entanto, a organização garante que o evento é apartidário.

O "Freedom 250" é distinto do "America250", uma iniciativa bipartidária estabelecida pelo Congresso em 2016 para planear as comemorações dos 250 anos da Independência.

O grupo bipartidário é liderado por membros nomeados por ambos os partidos, Democrata e Republicano, e realizará os seus próprios eventos. Entre eles, estão as comemorações do 04 de Julho em Nova Iorque, Filadélfia e Califórnia, e festas de rua por todo o país.

Face à desistência dos artistas, Trump decidiu entrar em cena para liderar o lançamento da Feira através de um comício, já na quarta-feira.

Ainda antes da inauguração da "Grande Feira Estadual Americana", Donald Trump comemorou o seu 80.º aniversário na Casa Branca, em 14 de junho, com um evento de artes marciais mistas 'Ultimate Fighting Championship' (UFC), o qual procurou associar também às comemorações dos 250 anos da Independência.

Já para 04 de Julho, Dia da Independência, Donald Trump planeia realizar o comício político "mais espetacular de sempre" em Washington.

"Teremos o comício mais espetacular de sempre por TRUMP, uma HOMENAGEM À AMÉRICA", declarou Trump, igualmente na Truth Social e recorrendo mais uma vez à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.

Na mesma mensagem, garantiu que fará "um discurso imperdível", numa "homenagem ao povo, ao espírito, à força, à determinação e aos triunfos" do país.

A celebração do 04 de Julho, marcada por grandes fogos de artifício no coração da capital federal, é tradicionalmente apolítica.

O único pedido do grupo "Freedom 250" à Pyrotecnico, empresa responsável pela criação do espetáculo de pirotecnia, foi que superasse o recorde das Filipinas de 2016 para a maior queima de fogos de artifício da história, de acordo com o jornal USA Today.