Jogo de Portugal frente ao Uzbequistão entre as notícias que marcam esta terça-feira
Portugal defronta o Uzbequistão, na segunda jornada do Grupo K do Mundial de futebol, em Houston, a partir das 18:00 em Lisboa (12:00 locais), depois da igualdade 1-1 na estreia na competição diante da República Democrática do Congo, que enfrenta a Colômbia, na quarta-feira.
Sem o defesa central Tomás Araújo, mas com o regressado Rúben Dias, os comandados pelo espanhol Roberto Martínez procura o primeiro triunfo no torneio que está a ser disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
A jornada do dia encerra com o embate entre o Gana, treinado pelo português Carlos Queiroz, e a Inglaterra, num duelo entre os dois vencedores da primeira ronda no agrupamento L, às 21:00.
Antes, às 01:00, a Noruega procura o segundo triunfo no torneio, no embate frente ao Senegal, vice-campeão africano no Grupo I, enquanto Jordânia e Argélia procuram os primeiros pontos, num encontro com início marcado para as 04:00, no Grupo J, dominado pela Argentina.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
O Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, acolhe hoje um debate sobre o museu como instituição de poder e a sua relação com o legado colonial.
O seminário "Decolonial Epistemologies in the Museum: Archives, Circulation, Reparation and African Heritages" aborda narrativas museológicas tradicionais, centrando-se no papel dos arquivos e nas heranças africanas com o objetivo de construir novas perspetivas sobre coleções e promover novas práticas, num contexto de descolonização e reparação histórica.
Numa abordagem transdisciplinar, os debates que vão decorrer ao longo do dia envolvem artistas, conservadores, curadores, museólogos, professores e investigadores como Elisabete Pereira, da Universidade de Évora, Elisio Macamo, da Universidade de Basileia, Juliane Heinze, do Museu de Grassi, e Raquel Lima, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
INTERNACIONAL
O Reino Unido votou a favor da saída da União Europeia (UE) num referendo faz hoje 10 anos.
Na consulta pública, 51,9% dos eleitores votaram para sair do bloco europeu, do qual Londres era membro desde 1973.
O processo de saída, que ficou conhecido como 'Brexit', foi longo e controverso e nos últimos anos Londres procurou uma reaproximação com o bloco europeu dos 27, mas sem abdicar das "linhas vermelhas" assumidas há uma década: não regressar à UE, ao mercado único, à união aduaneira ou à livre circulação de pessoas.
Dez anos depois, dois terços dos britânicos (66%) consideram que o Brexit foi "negativo" para o Reino Unido e teve um impacto negativo no custo de vida, indicou um estudo do grupo de reflexão European Council on Foreign Relations divulgado na véspera da efeméride.
Sobre um potencial referendo pela reintegração, 52% dos inquiridos assumiram que votaria a favor, contra 31% que prefeririam ficar de fora.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou para hoje uma nova ronda de negociações, a quinta, entre Israel e o Líbano em Washington.
Apesar do memorando de entendimento alcançado entre os Estados Unidos e o Irão na semana passada, que inclui a frente libanesa, o Governo liderado por Benjamin Netanyahu tem reivindicado o direito de Israel de continuar a ocupar território do país vizinho e a trocar fogo com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.
Este ponto de fricção tem ameaçado comprometer as negociações em curso para o fim da guerra no Médio Oriente.
Ao anunciar a nova ronda, a diplomacia norte-americana fez saber que o secretário de Estado, Marco Rubio, tinha falado com o Presidente libanês, Joseph Aoun, e sublinhado que as negociações bilaterais do Líbano com Israel "representam o único caminho viável para a reconstrução, a recuperação económica e o fim dos ciclos recorrentes de violência".
A primeira ronda de conversações diretas entre Israel e o Líbano, sem relações diplomáticas desde 1993, ocorreu em abril passado.
SOCIEDADE
O debate instrutório do processo Tutti Frutti, que conta com 59 acusados de mais de quatro centenas de crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e tráfico de influência, começa hoje no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.
Em causa estão alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e contratos públicos, e entre os arguidos estão o presidente da Junta de Freguesia da Estrela (PSD), Luís Newton, e o ex-deputado do PSD Carlos Eduardo Reis, recentemente eleito líder da distrital de Braga do PSD.
O debate instrutório que começa hoje no Tribunal Criminal de Monsanto tem como objetivo ouvir os argumentos do Ministério Público e das defesas dos arguidos para que o juiz de instrução possa avaliar se existem, ou não, indícios suficientes para que o processo siga para julgamento.
A acusação do Ministério Público foi deduzida em 2025 contra 60 arguidos, contando-se neste momento 59 acusados, uma vez que Fernando Braamcamp, antigo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro e acusado de 39 crimes de corrupção passiva, morreu em abril deste ano.