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Madeira

PS exige explicações para aumento de 150 milhões no novo hospital

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O PS-Madeira exige que o Governo Regional torne públicas as fundamentações técnicas que levaram ao cálculo do novo valor do concurso para a terceira fase da obra do Hospital Central e Universitário da Madeira, que, segundo avançado pelo Executivo, terá um preço-base de 415 milhões de euros.

Terceira fase vai a concurso por 415 milhões e sem qualificação prévia

Pedro Rodrigues espera ter propostas em Outubro e a obra a iniciar em Janeiro

Paula Henriques , 26 Junho 2026 - 14:10

Numa conferência de imprensa, que teve lugar esta manhã junto à futura unidade hospitalar, Célia Pessegueiro adiantou que o partido vai dar entrada, amanhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um pedido de documentação ao Governo Regional, onde conste a justificação para o novo concurso vir a custar mais 150 milhões de euros do que aquele lançado há dez meses (por 265 milhões) e que não teve quaisquer empresas interessadas.

“Teremos um novo concurso com um preço-base de 415 milhões de euros para a terceira fase, quando, há 10 meses, foi lançado um concurso por 265 milhões. São 150 milhões de euros de aumento em apenas dez meses. Isto demonstra aquilo que o PS tem vindo a dizer, que o valor do concurso lançado em agosto do ano passado foi abaixo daquele que era o valor necessário, tendo em conta aquilo que já tinha acontecido até essa data, que era o aumento dos custos da construção, muito por conta das várias guerras e da situação internacional”, afirmou a líder socialista.

Segundo refere a presidente do Partido Socialista na Madeira, se existem valores que são justificados pela crise internacional, há outros que continuam a carecer de explicação, "razão pela qual é necessário que o Governo ceda toda a documentação com as justificações técnicas, como aliás está obrigado a fazer, para que a Assembleia e os deputados possam fazer o seu trabalho de fiscalização."

Célia Pessegueiro afirma que está em causa uma das obras mais caras da Região deste início de século, pelo que são imperativas respostas políticas e a fundamentação técnica para este aumento de preço de cerca de 57%: "Precisamos que esta obra avance, mas são também precisas respostas sobre como é que se chegou a este ponto de total derrapagem no tempo e nos montantes”, frisou.

Aproveitou, ainda, a ocasião para questionar o financiamento da República a esta infraestrutura, referindo que o montante global estimado a ser comparticipado pelo Executivo nacional está aquém do valor apenas desta terceira fase da obra. “Ainda não ouvimos Miguel Albuquerque confirmar que havia garantias do primeiro-ministro, Luís Montenegro, nem ouvimos o primeiro-ministro garantir também que havia financiamento de 50% da obra”, declarou Célia Pessegueiro.

Por fim, Célia Pessegueiro questiona sobre as obras que terão de "ficar pelo caminho" por causa do aumento do preço da 3.ª fase do hospital, referindo que o Governo Regional tem "dado prioridade à construção de campos de golfe."

“Que montantes é que depois sobram para outro tipo de investimentos na Região, que tanta falta fazem?”, questionou.