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PS exige explicações sobre atraso da entrega de exames para correção

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Foto LUÍS FORRA/LUSA

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu hoje explicações ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sobre o atraso na entrega dos exames de português aos professores para a sua correção.

"O ministro da Educação [Ciência e Inovação, Fernando Alexandre,] deve de forma segura, tranquila, séria, rigorosa e transparente explicar às famílias portuguesas qual é a causa deste atraso", exigiu josé Luís Carneiro, frisando que na sexta-feira "contavam-se quatro dias" sem que os professores tivessem os exames disponíveis na plataforma destinada à correção das provas.

"O que é que aconteceu? É uma resposta que deve ser exigida e que está a ser exigida pelo PS. Nesta semana que vem o ministro da Educação vai à Assembleia da República, mas uma palavra de explicação sobre o que está a acontecer, julgo que é devida às famílias portuguesas que investem tanto das suas vidas num momento tão decisivo como este que é o da realização de provas do ensino secundário para efeitos de acesso ao Ensino Superior", sublinhou.

Na origem da polémica está o item de desenvolvimento no exame nacional do ensino secundário de Português que era igual ao de um manual publicado pela Leya em agosto de 2025 e que levou vários professores a alertar para o perigo de a situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso ao manual.

Em 19 de junho, foi divulgado um parecer assinado pela presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), Ana Cristina Cortesão Casimiro, que rejeita que essa pergunta tenha violado o princípio da equidade ou beneficiado os alunos que já a tinham treinado.

No entanto, o jornal Público noticia hoje que esse parecer, disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi redigido à revelia dos conselheiros científicos do EduQA.

A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos, com professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o Júri Nacional de Exames a ajustar o calendário para a correção.