Rangel manifesta solidariedade com Caracas em conversa com homólogo venezuelano
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, manifestou hoje solidariedade para com a Venezuela na sequência dos dois sismos que atingiram o país, durante uma conversa com o homólogo venezuelano.
Rangel falou hoje com Yván Gil para "deixar uma mensagem de solidariedade face ao trágico sismo na Venezuela e para disponibilizar os meios de socorro que estão já praticamente em estado de prontidão", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros numa nota publicada na rede social X.
Na breve nota não foram especificados quais os meios de socorro disponibilizados.
De acordo com o ministério português, o ministro venezuelano agradeceu "a solidariedade portuguesa" e da comunidade lusa no país e "deu nota da situação de grave emergência em que se encontra o país".
Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 970 feridos, segundo o balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a cerca de 30 quilómetros a norte de Caracas, uma das mais afetadas.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e lusodescendentes no mundo.
Durante hoje de manhã, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que para já não havia indicação de portugueses entre as vítimas dos sismos registados na Venezuela, adiantando que o Governo estava a acompanhar a situação.
"Para já não. Temos feito múltiplos contactos. Temos todos os nossos serviços no terreno, embaixada e consulados e até com pessoas que conheço do movimento associativo e até ao momento não temos conhecimento de vítimas portuguesas", disse à agência Lusa Emídio Sousa.
O Secretário de Estado das Comunidades indicou que a situação está difícil, com derrocadas de alguns edifícios.
"É possível que haja [vítimas portuguesas], mas para já não temos nenhuma informação de vítimas portuguesas", salientou.
Emídio Sousa adiantou nessa altura que até ao momento o Governo não tinha recebido pedidos de auxílio de portugueses na Venezuela, mas houve contactos em Portugal por parte de familiares que estão preocupados com a situação a solicitar informações.