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Madeira

Taxa de juro do crédito à habitação na Madeira volta a descer em Maio

Apesar da prestação média manter-se inalterada nos 399 euros, o capital médio em dívida continuou a aumentar, ultrapassando os 72 mil euros

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A taxa de juro implícita no crédito à habitação na Madeira voltou a registar uma ligeira descida em Maio, fixando-se nos 3,121%, menos 0,004 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior. Apesar da redução, o capital médio em dívida continuou a aumentar, ultrapassando os 72 mil euros, segundo os dados hoje divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), com base em informação do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a análise estatística, a taxa de juro implícita na Região mantém a trajectória descendente observada ao longo do último ano. Em Maio de 2025, este indicador situava-se nos 3,634%, valor superior em mais de meio ponto percentual ao agora registado.

O valor médio da prestação vencida dos contratos de crédito à habitação diminuiu um euro face a Abril, fixando-se nos 399 euros. A componente relativa aos juros aumentou ligeiramente para 186 euros, mais um euro do que no mês anterior, enquanto o valor destinado à amortização do capital desceu dois euros, para 213 euros.

Em termos homólogos, a prestação média manteve-se inalterada nos 399 euros.

Já o montante do capital médio em dívida continuou a crescer. Em Maio de 2026 atingiu os 72.356 euros, acima dos 71.841 euros registados em Abril. Comparativamente ao mesmo mês do ano passado, o aumento foi de mais de 4.300 euros, uma vez que em Maio de 2025 o capital médio em dívida era de 68.023 euros.

No contexto nacional, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 3,065%, menos 0,012 pontos percentuais do que em Abril. A prestação média vencida aumentou para 405 euros, valor superior ao registado na Madeira.

Em Portugal, o capital médio em dívida subiu para 78.257 euros, enquanto a componente de juros da prestação aumentou um euro, para 198 euros. Já o valor correspondente à amortização do capital manteve-se nos 207 euros.

Os dados divulgados pelo INE mostram assim uma estabilização das prestações do crédito à habitação na Madeira, num contexto de ligeira redução das taxas de juro, embora acompanhada por um crescimento contínuo do capital médio em dívida das famílias.