Autoridades dominicanas preparam regresso de turistas afectados por incêndio aos seus países
As autoridades dominicanas trabalhavam ontem para garantir que os turistas estrangeiros afetados por um incêndio de grandes proporções, que destruiu quase por completo um 'resort' de luxo em Bayahibe, possam regressar aos seus países de origem.
O incêndio no hotel Viva Dominicus Beach by Wyndham, num destino popular para turistas norte-americanos e internacionais na costa sudeste da República Dominicana, obrigou à deslocação de quase 1.700 turistas e provocou a morte de uma cidadã italiana, disseram as autoridades.
"Infelizmente, perderam os documentos de identidade, incluindo os passaportes", afirmou Amanda Santana, executiva do hotel, citada pela agência noticiosa Associated Press (AP), acrescentando estarem "a coordenar com as embaixadas e os governos" dos vários países "para facilitar a entrada" desses hóspedes.
Responsáveis da administração do hotel asseguraram que estão a trabalhar com a polícia para agilizar o registo de ocorrências 'online' para os hóspedes que necessitem, e os turistas foram recolocados em hotéis em Punta Cana e Bayahibe.
O diretor do Centro de Operações de Emergência do país, general Manuel Méndez, avançou que as autoridades estavam a investigar a causa da morte da turista italiana, e que as atividades turísticas na região continuavam normalmente.
Segundo a administração da unidade hoteleira, citada pela agência EFE, a causa do incêndio ainda está a ser investigada e será determinada por uma comissão técnica.
O fogo, de origem desconhecida e já extinto, alastrou rapidamente devido aos telhados de palha que cobrem grande parte das áreas comuns do 'resort' e uma hóspede italiana morreu por inalação de fumo enquanto recebia assistência médica num hospital, de acordo com informações preliminares
No momento do incêndio, o hotel apresentava 84% de ocupação e o Centro de Operações de Emergência (COE) disse que aparentemente o "fogo se alastrou rapidamente" devido ao vento e ao tipo de material do telhado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português disse hoje estar a acompanhar "com preocupação" o incêndio num 'resort' em Bayahibe, onde estavam oito cidadãos portugueses que "se encontram bem de saúde".
Numa nota oficial, o MNE acrescentou que "a Embaixada de Portugal na Cidade do México, assim como o cônsul honorário naquela região, estão a acompanhar de perto a situação dos oito cidadãos portugueses que se encontravam naquele local".
"Todos se encontram bem de saúde. Está a decorrer o processo de realojamento de forma a assegurar o seu regresso a Portugal nas condições adequadas", avançou o ministério.
Na mesma mensagem, a diplomacia portuguesa expressou "sentidas condolências à família da vítima mortal, de nacionalidade italiana, e solidariedade para com todos os afetados".
A empresa hoteleira manifestou a sua gratidão pela resposta de todas as instituições coordenadas pelo COE, numa operação que envolveu 475 membros de agências de socorro, bem como 22 camiões de bombeiros, oito camiões-cisterna, dois helicópteros e 10 ambulâncias para o socorro e transporte de possíveis vítimas, segundo dados oficiais.
"Estamos profundamente gratos ao corpo de bombeiros, ao COE e a todas as autoridades que agiram com a rapidez que a situação exigia. Agradecemos também ao Ministério do Turismo, ao Cluster Turístico de La Romana-Bayahibe, ao Embaixador de Itália, Sergio Maffettone, e aos hotéis parceiros que abriram as suas portas aos nossos hóspedes em solidariedade", referiu, em comunicado.
Devido ao incêndio, pelo menos 10 pessoas receberam cuidados médicos, incluindo hóspedes, visitantes e membros das equipas de socorro que participaram nos esforços de controlo e mitigação do fogo, de acordo com o relatório preliminar da Direção de Serviços de Emergência Pré-Hospitalar (DAEH).
Os hóspedes foram transferidos para outras propriedades, incluindo o Viva Wyndham Dominicus Palace, localizado junto ao hotel afetado e a funcionar normalmente, bem como hotéis em Bayahibe e Miches (nordeste).