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Madeira

Albuquerque não deverá continuar como presidente da Mesa do Congresso

"Quem não fala, Deus não ouve", declarou o presidente do PSD-M aos jornalistas

FOTOS LUSA
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O líder do PSD/Madeira e do Governo Regional, Miguel Albuquerque, não deverá continuar como presidente da Mesa do Congresso, disse o próprio à entrada para a reunião magna do partido, onde também pediu ao executivo para se concentrar no futuro.

À chegada ao Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro), Miguel Albuquerque foi recebido com um abraço pelo secretário-geral do PSD, Hugo Soares, mas, questionado sobre as divergências dos últimos meses com a direção nacional, admitiu que nem todas estão resolvidas.

"Eu, enquanto presidente da Madeira, tenho de fazer as reivindicações para aquilo que é necessário para o desenvolvimento de Portugal, designadamente da Madeira. Não tem nada de pessoal contra o primeiro-ministro nem contra o presidente do PSD", disse.

Albuquerque manifestou-se satisfeito por ter sido aprovada uma resolução para a revisão da lei das finanças regionais, mas admitiu que há outras questões pendentes. "Quem não fala, Deus não ouve", declarou.

Questionado se se manterá presidente da Mesa do Congresso, cargo que ocupa desde o início da liderança de Luís Montenegro, respondeu: "Em princípio não devo continuar", disse, admitindo que poderá ter outro lugar nos órgãos nacionais, nos quais até tem inerência.

Sobre o pacote laboral do Governo, o líder regional admitiu que pode ter havido "falhas de comunicação" e até que se tenham "perdido nove meses", mas considerou que o importante é pensar nas "gerações futuras".

"O PSD neste momento é um governo minoritário, o que tem é de explicar aos portugueses que, quando estas propostas são chumbadas, quem fica a perder é a população e o futuro desenvolvimento do país", defendeu, considerando que há na sociedade portuguesa "um conjunto de interesses instalados de quem não quer mudar nada".

Para Albuquerque, "o fundamental é o PSD afirmar-se como um partido de vanguarda reformista, trabalhar para as novas gerações".

"Nós temos de nos concentrar no futuro", apelou.

O 43.º Congresso do PSD realiza-se hoje e domingo e servirá para consagrar Luís Montenegro como líder reeleito para um terceiro mandato de dois anos e eleger os restantes órgãos nacionais do partido.