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Ataques israelitas provocam cerca de 20 mortos e comprometem cessar-fogo

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Foto ShutterStock

O Presidente do Líbano afirmou que os ataques israelitas de hoje contra o sul e leste do país provocaram cerca de 20 mortos e prejudicam os esforços para "consolidar o cessar-fogo".

"O que testemunhamos hoje no sul e no vale da Bekaa (a leste), com a intensificação dos ataques israelitas e o aumento do número de mortos e da destruição, constitui uma escalada perigosa e condenável", afirmou Joseph Aoun na rede social X.

Especialmente porque "atenta contra todos os esforços em curso para consolidar o cessar-fogo e pôr fim à guerra, particularmente após os recentes acontecimentos entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão", frisou o governante, numa referência ao memorando de entendimento assinado na quarta-feira por Washington e Teerão.

O acordo firmado estipula uma cessação das hostilidades, incluindo na frente libanesa.

Ainda assim, Aoun esclareceu que a continuidade dos ataques israelitas no território libanês "não irá travar os esforços para alcançar um cessar-fogo integral o mais rapidamente possível".

O Presidente do Líbano especificou que foi esta a posição que transmitiu à delegação libanesa de negociação, que estará envolvida na próxima semana em novas conversações com Israel em Washington.

Será a quinta ronda de negociações diretas entre os dois países.

"Não pode haver indulgência nesta matéria, porque um cessar-fogo integral é a porta de entrada para abordar outros temas, dos quais os mais importantes são a retirada israelita, o destacamento do exército e a libertação dos prisioneiros", concluiu.

O Ministério da Saúde libanês informou que os ataques israelitas da noite passada mataram 18 pessoas e feriram outras 33, segundo um balanço preliminar, embora posteriormente tenham sido registadas mais três mortes devido a outro bombardeamento do exército israelita na região de Bekaa, contra uma suposta infraestrutura do grupo xiita libanês Hezbollah.

Estes bombardeamentos ocorrem depois de o Hezbollah ter reivindicado dois ataques contra tropas israelitas que tentavam avançar no sul do Líbano, no âmbito da sua invasão deste país mediterrânico, os quais provocaram a morte de quatro militares israelitas devido a um drone explosivo da formação armada libanesa.

Por sua vez, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou hoje que as tropas israelitas não irão abandonar os territórios ocupados no sul do Líbano e que lá permanecerão enquanto for necessário.

O Exército israelita anunciou hoje a morte de quatro dos seus soldados em operações no sul do Líbano, as primeiras perdas israelitas desde o anúncio do memorando de entendimento entre Washington e Teerão.

O Hezbollah prometeu em seguida defender o país face à intensificação dos confrontos.

Num comunicado, o movimento apoiado pelo Irão responsabilizou Israel pela deterioração da situação de segurança, alegando que o Estado israelita "nunca respeitou qualquer acordo de cessar-fogo" desde o final de 2024.

O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.