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Madeira

Albuquerque “indisponível” se não houver sinais

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Miguel Albuquerque endurece posição perante o PSD nacional e admite não integrar órgãos do partido se os compromissos com a Madeira continuarem por cumprir. O presidente dos sociais democratas afirmou que está “totalmente indisponível” para presidir à Mesa do Congresso ou ao Conselho Nacional do PSD caso não haja evolução nos principais dossiers que a Região tem vindo a reclamar junto da República.

O Congresso nacional do PSD realiza-se em Junho e Albuquerque deixou claro que a sua decisão dependerá da forma como forem tratadas as reivindicações madeirenses nas próximas semanas.

“Se as questões da Madeira começarem a ser tratadas, tudo bem. Se não forem tratadas, estou totalmente indisponível para presidir seja ao que for”, afirmou, sublinhando que, até ao momento, não houve qualquer resolução dos assuntos que considera prioritários.

Questionado sobre a existência de diálogo com o Governo da República, respondeu que o diálogo “está sempre à espera”, mas advertiu que o diálogo só faz sentido quando produz resultados concretos. “Quando eu aprendi o significado de diálogo, diálogo tem dois sentidos. Se o diálogo não produz efeitos, não resolve as questões que estão pendentes”, afirmou.

Entre os dossiers que continuam sem resposta, Albuquerque enumerou a revisão da Lei das Finanças Regionais, prevista constitucionalmente, a constituição de um grupo de trabalho para resolver os problemas estruturais relacionados com os sistemas de saúde, a terceira fase do novo Hospital Central e Universitário da Madeira e o novo regime da Zona Franca Industrial.

“São questões fundamentais”, insistiu, lamentando a ausência de negociação institucional efectiva entre os dois governos. Segundo o líder madeirense, existem compromissos assumidos há vários anos que continuam por concretizar.

“Os compromissos eram os mesmos quando estava o Governo socialista e continuam iguais com o Governo de Luís Montenegro. Por isso é que estou a falar”, declarou.

Albuquerque rejeitou ainda as posições que defendem uma escalada de confronto político, mas avisou que a falta de respostas não contribui para melhorar o relacionamento institucional. “Há quem defenda uma atitude mais radical. Mas a atitude radical não resolve questão nenhuma. Estamos à espera”, afirmou.

As declarações representam um claro aviso à direcção nacional do PSD. Miguel Albuquerque deixa em aberto a possibilidade de não assumir qualquer cargo nos órgãos nacionais do partido caso não existam sinais concretos de avanço nos processos considerados estratégicos para a Madeira.

O líder social-democrata madeirense dá assim um murro na mesa e avisa que nenhum dos principais dossiers reivindicados pela Região foi resolvido até agora. Se a situação se mantiver, garante que não será candidato à presidência da Mesa do Congresso nem à presidência do Conselho Nacional do PSD.

Palavras que aconteceram à margem de uma inauguração de uma unidade de Turismo Rural