América Latina será segunda maior região produtora de petróleo até 2050
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) disse hoje que a América Latina deverá ser uma das principais fontes de crescimento petrolífero para lá dos países do cartel, impulsionada pelo Brasil e pela Argentina.
De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, os países fora da aliança da OPEP+ até 2050 vão aumentar a produção de 7,5 milhões de barris por dia (mbd) para 11,6 milhões, consolidando-se como a segunda maior região produtora do mundo.
O relatório 'Perspetivas Petrolíferas Mundiais para 2050', divulgado hoje em Viena, aponta a América Latina como a região que mais contribuirá para o crescimento da oferta de hidrocarbonetos proveniente de países que não integram a OPEP+, uma aliança de 11 países produtores da OPEP, liderados pela Arábia Saudita, e outros 10 Estados aliados, entre os quais a Rússia.
O crescimento de 4 mbd representa a grande maioria do aumento da oferta de 5,5 mbd dos países fora da aliança OPEP+ até 2050 e será impulsionado quase na sua totalidade pelo Brasil e pela Argentina.
O Brasil impulsionará a sua expansão nos campos de águas ultraprofundas, com a entrada em operação de grandes navios FPSO em campos como Búzios e Mero, o que permitirá elevar a sua produção de 3,7 mbd em 2025 para 4,4 mbd em 2030 e atingirá um pico de cerca de 5,8 mbd na década de 2040, de acordo com o relatório.
No documento salienta-se que, devido à falta de investimentos suficientes para modernizar algumas das suas refinarias, é muito provável que a América Latina tenha de importar mais produtos refinados provenientes dos Estados Unidos para abastecer o seu mercado.