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Mundial2026 Desporto

Imprensa internacional coloca Ronaldo ‘debaixo de fogo’

“Dez homens e uma estátua. Portugal sacrifica mais um Campeonato do Mundo ao ego de Cristiano Ronaldo", atira o jornal britânico The Independent

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Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA

A imprensa internacional tem vindo a destacar amplamente a exibição de Cristiano Ronaldo no empate entre Portugal e a RD Congo, recorrendo sobretudo a imagens do avançado português rodeado por defesas ou em momentos de frustração.

Jornais como o The Guardian e L’Équipe enfatizaram a sua pouca influência no jogo, sublinhando que foi bem controlado pela defesa congolesa e que raramente conseguiu aparecer em zonas de finalização. As fotografias escolhidas reforçavam essa narrativa: Ronaldo isolado, longe da bola ou após oportunidades desperdiçadas.

O L'Équipe, com sede em França, focou no jogo de ontem entre a selecção lusa e o Congo. “Será que Portugal é melhor com ou sem Cristiano Ronaldo?”, lançou o jornal, destacando ainda assim todo o histórico do futebolista madeirense.

Também a ESPN, dos EUA, uma das maiores redes desportivas do mundo, com canais de televisão, plataformas digitais e aplicações móveis, colocou um painel de comentadores a analisar a estreia portuguesa no Mundial de 2026, entre outras. “Foi a quarta vez em cinco Campeonatos do Mundo que Portugal não conseguiu vencer o seu primeiro jogo, e foi mais uma espécie de ‘referendo’ ao enigma que é Cristiano Ronaldo a este nível em 2026”.

O ‘New York Times’ começa por dizer que Portugal, um dos favoritos antes do torneio, entrou a todo o gás e marcou cedo (…), mas a RD Congo recuperou…, empate que se manteve até ao final. “Cristiano Ronaldo teve uma participação discreta ao longo da partida, na sua sexta participação num Campeonato do Mundo”, aponta.

A SIC Notícias partilhou algumas das citações: 

Dez homens e uma estátua - The Independent

“Dez homens e uma estátua. Portugal sacrifica mais um Campeonato do Mundo ao ego de Cristiano Ronaldo (...) A exibição sem golos de Ronaldo frente à República Democrática do Congo é o mais recente sinal de alerta para Roberto Martínez.”

Uma triste sombra do grande jogador que já foi - New York Times

“Durante pouco mais de uma hora do empate de 1-1 de quarta-feira contra a República Democrática do Congo, em Houston, Ronaldo basicamente não fez nada. Não é sequer que estivesse a jogar mal, mas sim que não estava a fazer absolutamente nada. Era um vazio, um ser teoricamente corpóreo mas que mais valia ser uma nuvem de fumo, um espírito sem substância.”

Uma estreia de partir o coração - MARCA

“Cristiano Ronaldo teve duas oportunidades dentro da área, mas o camisola 7 perdeu o brilho até nesse aspeto do jogo. Entretanto, Roberto Martínez substituiu Bernardo Silva, Pedro Neto e Vitinha. Um a um, os grandes nomes desta seleção portuguesa foram saindo de campo. Todos, menos um.”