Há 22 anos Portugal ficava à espera da visita dos espanhóis
Junho é, normalmente nos anos pares, o mês das grandes competições desportivas (o Mundial de 2022 foi excepção). E o Mundial deste ano é a prova disso e, no caso, até se estende pela primeira vez para o mês de Julho. Mas há 22 anos, na única grande competição de futebol sénior que organizou, Portugal vibrava com o Euro2004.
A competição que marcou tantos portugueses que, ainda hoje é recordado com aquela saudade e aquele amargo de boca de ter perdido uma competição em que o país foi um extraordinário anfitrião. O DIÁRIO fez a cobertura integral da competição, tanto o que se passava lá no continente, dentro do campo, como o que acontecia fora, com os adeptos madeirenses a verem o espectáculo in loco.
Por cá, a fórmula das multidões nas praças tomava forma e, tal como por estes dias do Mundial 2026, nunca mais saiu da 'tradição', onde as pessoas se juntam para ver os jogos.
Assim, resumidamente, a 17 de Junho de 2004, na primeira página o DIÁRIO de Notícias da Madeira destacava outros assuntos, tais como fim da protecção comunitária à banana madeirense, com Bruxelas a anunciar o fim das quotas em 2006. Mas o grande destaque a marcar a 'mancha', o Euro 2004 dominava a actualidade noticiosa, não apenas desportiva.
Portugal vencera a Rússia por 2-0, depois de ter entrado na competição com o 'pé esquerdo' (derrota com a Grécia por 2-1) e preparava o decisivo encontro frente à Espanha.
A capa dava ainda relevo à criação de um Centro de Língua Portuguesa pela Universidade, às 234 faltas às consultas registadas no Porto Santo em três meses e às divergências entre os partidos quanto à data das eleições de Outubro.
Na página de Desporto (na altura o DIÁRIO tinha um suplemento desportivo), o destaque recaía sobre Cristiano Ronaldo. O então jovem madeirense entrou na fase final da partida frente à Rússia e, embora não tenha marcado, participou na jogada do segundo golo de Portugal, ao assistir Rui Costa.
A sua entrada trouxe maior dinamismo ao ataque português e reforçou o protagonismo que começava a assumir na seleção nacional. Hoje, passados 22 anos, no mesmo dia em que o agora veterano e capitão Cristiano Ronaldo se preparara para participar na sua 12.ª grande competição de futebol (contamos apenas Europeus e Mundiais), é caso para dizer que só pedimos o mesmo resultado, desta feita frente à República Democrática do Congo.