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Trump diz a Macron não precisar de "muita ajuda" para reabrir estreito de Ormuz

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 Foto EPA/YOAN VALAT

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje na cimeira do G7 em Évian, França, que não precisa "de muita ajuda" internacional para reabrir o estreito de Ormuz, após a conclusão de um acordo com o Irão.

"Mas não acho que seja má ideia ter um ou dois barcos de alguns países --- o seu país seria muito bom para isso, porque nunca se sabe", acrescentou o Presidente dos Estados Unidos, dirigindo-se ao chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que reiterou a oferta de uma missão militar internacional conjunta franco-britânica.

"Como disse o Presidente [Trump], talvez não seja desejada, talvez não seja necessária, mas, em todo o caso, é uma medida que demonstra a nossa disponibilidade para ajudar", sublinhou.

Pouco antes, Macron tinha dito a Trump que cerca de 20 países estariam disponíveis a dar o seu contributo para se restabelecer a livre circulação no estreito de Ormuz, mas apenas se ambas as partes no conflito assim o solicitassem.

Num breve diálogo com a comunicação social antes do encontro bilateral, um prelúdio para a cimeira do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo), na cidade francesa de Évian, Macron realçou que essa ajuda dependerá da vontade e do pedido tanto dos Estados Unidos como do Irão.

Em qualquer caso, o Presidente francês afirmou que a coligação que formaram, liderada por França e pelo Reino Unido, conta já com "cerca de 20 países que podem fornecer uma solução concreta".

"Eis a oferta, estamos à disposição", declarou.

Pouco depois do início, a 28 de fevereiro, da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão -- à qual Teerão respondeu fechando o estreito de Ormuz -, Paris e Londres formaram uma coligação de países, à margem dos beligerantes, para garantir a reposição da livre circulação em caso de cessar-fogo, caso ambos os lados concordassem.

Macron classificou como "muito importante" o acordo anunciado no domingo entre os EUA e o Irão para pôr fim à guerra, desde logo porque vai resolver a questão do programa nuclear iraniano, que apontou como "uma questão muito importante para a paz mundial", além de levar à reabertura de Ormuz e de antecipar também a paz no Líbano.

Por essa razão, o Presidente francês afirmou que o grupo de países formado está "pronto para assumir a sua parte" e para "fazer parte do compromisso da comunidade internacional para apoiar este acordo".

Macron insistiu tratar-se de "um passo muito importante para aqueles que procuram a paz, mas também para a economia global", que sofreu um abalo com o encerramento do estreito, por onde habitualmente passa 20% do crude mundial, além dos fertilizantes necessários à produção agrícola que alimenta o planeta, como alertou o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.