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Madeira

JPP considera que debate sobre a habitação peca por tardio e pede que se passe à acção

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O grupo municipal do JPP considera que o debate dedicado à habitação, hoje realizado na Assembleia Municipal do Funchal,  “chega tardiamente” à agenda política municipal e afirma que "a habitação no Funchal não precisa de mais anúncios, precisa de decisões". 

Os vereadores e deputados municipais do JPP falam na apresentação de soluções que surgem de forma súbita, como se de um “truque de magia” se tratasse, “com medidas e propostas que aparentam estar prontas há muito tempo, mas cuja concretização no passado não se verificou, ficando por esclarecer por que razão essas soluções não foram executadas quando havia condições políticas para o efeito”.

Focando o caso concreto do Plano Director Municipal, lembram que o mesmo esteve sob responsabilidade do PSD durante mais de duas décadas, tendo a última revisão ocorrido em 2018. "Nos últimos quatro anos de governação PSD/CDS, não foram adotadas respostas estruturais capazes de enfrentar de forma eficaz a crescente crise habitacional no Funchal, período que coincide, precisamente, com a crescente falta de habitação no Funchal", atira o JPP.

Neste contexto, o Grupo Municipal do JPP entende que “é tempo de passar, de forma definitiva, dos planos à execução, dos anúncios às medidas concretas e dos compromissos políticos às respostas no terreno”.

De acordo com a leitura que fazem da realidade, consideram que a construção de nova habitação não será assegurada pela Câmara Municipal em dimensão suficiente para responder às necessidades existentes. A resposta continuará a depender também da iniciativa privada e do movimento cooperativo, o que exige uma estratégia municipal coerente, séria e sustentada de planeamento, regulação e incentivo.

Foi ainda referido que as novas respostas habitacionais em curso poderão abranger cerca de 180 famílias. "Contudo, permanece por esclarecer quantas famílias se encontram actualmente em lista de espera e qual o plano concreto para dar resposta às restantes situações identificadas", aponta o JPP. 

O grupo municipal do JPP lamenta a ausência de uma abordagem "verdadeiramente integrada sobre o impacto do sextor turístico no mercado habitacional". O debate sobre o alojamento local não pode ser dissociado da expansão da oferta hoteleira, que também exerce pressão sobre o solo urbano disponível e contribui para o aumento dos preços da habitação.

“A habitação exige uma visão global, estratégica e integrada. Nesse sentido, importa saber se a Câmara Municipal já encetou contactos com o Governo Regional no sentido de rever os instrumentos de ordenamento turístico, garantindo compatibilização entre o desenvolvimento do turismo e a necessidade urgente de assegurar habitação pública e acessível no Funchal”, sugerem. “A habitação não precisa de mais anúncios. Precisa de decisões. Precisa de execução. E precisa de respostas concretas, agora", termina.