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"Plantel com qualidade e Benfica tem de ser candidato na Liga Europa"

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A dimensão do Benfica obriga o clube lisboeta a ser candidato na Liga Europa de futebol, mas há uma "pré-época atípica" para fazer, com "um plantel que tem qualidade", afirmou hoje o novo treinador, Marco Silva.

O Benfica terminou a última edição da I Liga no terceiro lugar, sem qualquer derrota, mas a oito pontos do campeão FC Porto e a dois do segundo classificado, Sporting, ou seja fora dos lugares de acesso à próxima edição da Liga dos Campeões, com a Liga Europa a ser, eventualmente, a prova em que 'águias' vão participar.

"O primeiro passo é estarmos na fase de grupos. Vamos ter uma pré-época atípica, mas nunca será desculpa. São seis jogos [segunda e terceira pré-eliminatórias e um play-off] para disputar para estar na fase de liga. Olhando para a dimensão do Benfica, tem de ser um candidato. A dimensão do Benfica a isso obriga, mas, primeiro, ter uma boa pré-época para estarmos preparados", explicou o novo treinador das 'águias', durante a sua apresentação.

Apesar de ter falhado o objetivo de participar na edição 2026/27 da 'Champions', o Benfica não deixará de investir na equipa, que tem qualidade, de acordo com o técnico, de 48 anos.

"O plantel do Benfica tem qualidade. Estamos a melhorar em alguns aspetos para reforçar a equipa. Não estarmos na Champions tem um peso muito grande neste clube, não só financeiramente, mas não é por isso que o Benfica não vai investir", garantiu Marco Silva, no Museu Cosme Damião, no Estádio da Luz.

Depois, deixou elogios ao ucraniano Georgiy Sudakov, em quem "acredita bastante", muito por culpa do perfil do médio.

"Sudakov é jogador do Benfica e claramente que contamos com ele. Foi um grande investimento do Benfica. É um perfil de jogador que, normalmente, rende e conseguimos tirar o melhor dele. Acredito bastante nele e será o momento de provar. Teve um ano difícil em termos pessoais, tem toda a nossa confiança e suporte", comentou.

Proveniente do Fulham, de Inglaterra, no qual esteve nas últimas cinco temporadas, Marco Silva encerrou um percurso de uma década no futebol inglês - ainda com passagens por Hull City, Watford e Everton -, no qual se sentiu "muito bem", para agora ficar três anos ao leme do clube lisboeta.

"Não vou estar a dizer que foi uma decisão fácil ou difícil. Sabemos da minha ligação à Premier League. Por alguma razão estive quase 12 anos fora do meu país, 10 em Inglaterra. Senti-me muito bem, identifico-me e custou a criar. Assinei por dois anos, mas o objetivo é conseguir ficar no Benfica três anos", contou, referindo-se ao facto de o acordo com as 'águias' incluir uma opção para estender o vínculo até 2029.

A possibilidade de voltar ao campeonato português poderia ter acontecido há mais tempo, mas não aconteceu "por variadíssimas razões", segundo o sucessor de José Mourinho, que agora entendeu ter chegado o "momento ideal para ter um desafio da dimensão do Benfica".

"Não vou esconder que tive oportunidades de voltar ao futebol português por variadíssimas razões não aconteceram. Agora percebemos que era o momento ideal para ter um desafio da dimensão do Benfica", admitiu.

Com Real Madrid a anunciar a intenção de contratar José Mourinho, que já seguiu para a capital espanhola a troco de 15 milhões de euros (ME), Marco Silva deu conta da primeira interação com o presidente do Benfica, Rui Costa.

"A conversa foi clara e na altura mostrei abertura. Se me perguntassem há cinco meses se o meu objetivo passava por regressar a Portugal, diria que não. A resposta [a Rui Costa] foi deixar a porta aberta, que era algo que me entusiasmava. A primeira conversa foi uma manifestação de interesse", finalizou.

Antes do percurso em Inglaterra, Marco Silva iniciou a carreira de treinador no Estoril Praia, conquistou uma Taça de Portugal ao comando do Sporting e venceu o título de campeão da Grécia pelo Olympiacos.

O plantel do Benfica arranca a preparação para a nova temporada dentro de duas semanas, no dia 25 de junho.