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Madeira

Farmácias da Região também não conseguem fazer a comparticipação de medicamentos

Em causa uma falha informática no Serviço Nacional de Saúde, que se verifica desde as 9 horas da manhã e que 'obriga' os utentes a pagarem os medicamentos por inteiro

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Foto Shutterstock

Uma falha no sistema informático do Serviço Nacional de Saúde está a afectar também a Madeira, sobretudo no que toca à emissão de receitas e à venda de medicamentos nas farmácias.

Conforme o DIÁRIO apurou junto de alguns profissionais de saúde e de várias farmácias, o problema verifica-se desde o início da manhã desta sexta-feira. 

No caso das unidades de saúde, os profissionais vêem-se forçados a passar receitas em papel, uma vez que a falha informática inviabiliza o acesso à Precrição Electrónica Médica (PEM), à qual os sistemas regionais estão ligados. 

Mas é na compra dos medicamentos nas farmácias que os utentes se dão conta destes constrangimentos, ao verem 'negada' a comparticipação que é assegurada pelo Estado/Região, ficando obrigados ao pagamento dos medicamentos por inteiro. Ou seja, no caso de um medicamento que custe, por exemplo, 20 euros e cuja comparticipação seja de 15 euros, quando numa situação normal o utente pagaria apenas dos 5 euros que lhe cabem, agora, enquanto durar a falha informática, terá de pagar os 20 euros na totalidade. 

Contactada pela agência Lusa, a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino, confirmou a afectação dos serviços. "Não estamos a conseguir aceder à base de dados de prescrições e não conseguimos fazer a dispensa electrónica", adiantou Ema Paulino, referindo que os constrangimentos começaram cerca das 9 horas de hoje.

Já o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acrescentou, em comunicado, que esta falha está a afectar também os serviços de saúde das Regiões Autónomas e sector privado de todo o território nacional, com constrangimentos reportados no acesso à emissão de Certificados de Incapacidade Temporária (CIT) e à Prescrição Electrónica Médica (PEM).

"Esta situação não é um mero constrangimento técnico. É uma falha crítica de funcionamento do SNS, com consequências imediatas para os médicos, para os restantes profissionais de saúde e, sobretudo, para os doentes", critica.

O Sindicato Independente dos Médicos exigiu esclarecimentos urgentes do Ministério da Saúde e da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde sobre a causa da falha, o tempo previsível de reposição, as medidas de contingência activadas, as garantias de segurança clínica e protecção de dados e as medidas que serão adoptadas para evitar a repetição de episódios desta natureza.

"É indispensável que sejam dadas informações claras às unidades de saúde, aos médicos e aos utentes. O silêncio, a descoordenação e a ausência de instruções uniformes agravam a insegurança e empurram para os profissionais a gestão de uma crise que é estrutural e organizativa", defendeu.