Declaração do Funchal assinada
Documento assinala autonomia e integração europeia da Madeira
A Declaração do Funchal foi assinada esta sexta-feira pelo Presidente da República, António José Seguro, pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e pelos comissários das comemorações dos 50 anos da Autonomia, João Cunha e Silva, e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, Carlos Coelho, num dos momentos centrais da cerimónia que decorre na Fortaleza de São João Baptista do Pico, no Funchal.
A assinatura do documento foi antecedida pela projecção de dois vídeos evocativos: um dedicado ao processo de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE) e outro aos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira.
O acto ocorreu após as intervenções dos dois comissários das comemorações. João Cunha e Silva destacou o percurso autonómico da Região, considerando que a autonomia retirou a Madeira "do ostracismo e do esquecimento" e permitiu aos madeirenses afirmarem-se "de corpo inteiro". Já Carlos Coelho defendeu que "a Autonomia não foi uma concessão. Foi uma conquista", sustentando que a autonomia regional e a integração europeia "não são caminhos paralelos. São o mesmo caminho".
A Declaração do Funchal simboliza a convergência entre dois marcos da história recente da Região e do País: os 50 anos da Autonomia da Madeira e os 40 anos da adesão de Portugal ao projecto europeu.