Reduzir é uma falsa ilusão
Toda a gente fica feliz quando ouve a palavra reduzir.
Ouvimos dizer que a criminalidade reduziu, e ficamos todos contentes.
A inflação reduziu, e lá vamos nós ficar contentes outra vez.
Sim, é muito bom reduzir os problemas.
Mas é um grave erro ficarmos satisfeitos com as reduções.
Porque reduzir não é cortar o mal pela raiz — o mal continua lá.
É como uma erva daninha: quanto mais a cortamos, mais força ela ganha para crescer, porque a raiz ficou lá.
Esse é o grande problema do ser humano: ficar todo contente só com a redução, em vez de cortar o mal pela raiz.
Não é a reduzir as coisas que iremos construir um mundo melhor.
Como no caso do consumo de droga, não é a reduzir o número de toxicodependentes que o consumo irá acabar.
Porque o mal continua lá, bem vivo, e todos sabemos que de um dia para o outro o consumo de droga pode disparar novamente.
O mesmo se aplica à redução dos acidentes de viação: é muito bom reduzi-los, mas eles continuam a acontecer.
Não é por conseguirmos reduzir as coisas que elas deixarão de acontecer.
Temos de perder essa mania das reduções e aprender a cortar o mal pela raiz, de uma vez para sempre.
Porque só assim conseguimos resolver os problemas das nossas vidas de forma definitiva.
Se quisermos ter um mundo melhor para viver, não podemos continuar com a ilusão de que reduzir é suficiente para resolver os problemas.
O ser humano tem a grande capacidade de resolver os problemas da vida.
É uma pena que se contente em resolvê-los apenas pela metade, em vez de os resolver de uma vez para sempre.
Se quisermos ter sucesso na nossa vida, não podemos ficar satisfeitos apenas com a redução dos problemas — temos de os resolver definitivamente.
Edgar B. Silva