PSD sublinha que Machico "não nasceu para viver em gestão mínima"
Assinalando o facto das celebrações do Dia do Concelho de Machico se realizarem, este ano, num contexto particularmente simbólico para a Região, relacionado com a celebração dos 50 Anos da Autonomia regional e deixando claro que essa conquista foi determinante e decisiva para a Madeira que hoje conhecemos, a líder da Assembleia Municipal do PSD, Eulália Remesso, destacou, hoje, na sua intervenção, a necessidade de Machico recuperar o seu rumo, de assumir uma outra liderança e, sobretudo, de dar mais e melhores respostas às necessidades da população.
"Neste dia, não podemos deixar de ressalvar que somos um concelho de gente trabalhadora, resiliente e profundamente ligada às suas raízes e que a história de Machico foi construída entre desafios, intempéries e superações que moldaram a nossa identidade colectiva e que justificaram, durante anos, a celebração do dia do Concelho como momento de união e de reconhecimento", disse a líder da Assembleia Municipal, agradecendo, nesta ocasião, aos Machiquenses que vivem no concelho e aos que se encontram na Diáspora, sem esquecer os que serviram e lutaram em nome do País, todo o trabalho desenvolvido, ainda que tenha vincado ser essencial que exista, para o futuro, "outra visão, ambição e capacidade de concretização, num concelho que se encontra estagnado, faltando uma estratégia mais ousada, mais eficaz e mais orientada para resultados". Aliás, frisou, "Machico não nasceu para viver em gestão mínima. Machico nasceu para liderar".
Eulália Remesso que, neste dia, fez questão de destacar a necessidade de resolver problemas há demasiado tempo adiados, nomeadamente as acessibilidades degradadas, a situação da Estrada da Queimada, o impasse do Forte de São João Baptista, a requalificação urbana nas nossas freguesias, a dinamização económica, a criação de emprego qualificado e o combate sério à crise da habitação que afeta tantas famílias e jovens.
Agradeceu, também, o trabalho desenvolvido pelos vereadores do PSD na Câmara Municipal de Machico num contexto muitas vezes marcado pela resistência à mudança e pela falta de respostas estruturais, assim como destacou a voz firme na defesa dos Machiquenses, apresentando propostas, fiscalizando com rigor e demonstrando que é possível fazer oposição com elevação, competência e espírito construtivo.
Finalizou, por fim, a sua intervenção, com uma frase de Dom Tolentino Mendonça, "o futuro é uma página que se abre por dentro". Cabe-nos a nós escrever essa página, com responsabilidade, com coragem e com visão. "Machico é, e deve voltar a ser, uma terra de futuro."