Está confirmada a vinda da Primark para a Madeira?
Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre a possível chegada da Primark à Madeira, com especial enfoque numa eventual abertura de loja no Madeira Shopping. A hipótese ganhou força após notícias que davam conta do interesse da marca irlandesa no processo de reconfiguração do centro comercial, num contexto em que também outras empresas estariam a ser consideradas para o espaço disponível.
No entanto, a marca anunciou ontem um investimento de 45 milhões de euros em Portugal, prevendo a criação de mais de 300 postos de trabalho até 2027, sem que a Madeira conste entre as localizações abrangidas por esse plano.
Afinal, a Madeira está mesmo fora do plano de expansão da Primark?
A 5 de Dezembro de 2025, o DIÁRIO noticiou que o Madeira Shopping preparava-se para avançar com um investimento de cerca de 6 milhões de euros e a criação de nove novas lojas no âmbito do processo de remodelação do espaço.
Entre as marcas apontadas como potenciais ocupantes de um dos novos espaços destacava-se a Primark, há muito referida como uma marca bastante desejada pelos madeirenses. Contudo, o empresário Estevão Neves, o dono do grupo ENOTEL que detém o investimento do Madeira Shopping em conjunto com a Sonae, esclarecia que, apesar de existir interesse por parte da marca irlandesa, nada ainda estava fechado, havendo inclusive outros candidatos fortes em cima da mesa. Na altura, foi igualmente sublinhado que o processo estava numa fase inicial de negociação, sem urgência em decisões, uma vez que as obras apenas deveriam estar concluídas entre o início e meados de 2027.
As recentes declarações recentes do director de vendas da Primark em Portugal e Espanha deixaram no ar a percepção de que a eventual entrada da Primark na Madeira poderá não estar, afinal, nos planos da marca. Em entrevista à agência Lusa, Nelson Ribeiro detalhou um investimento de 45 milhões de euros e a criação de 300 postos de trabalho até ao Verão de 2027, associado à abertura de quatro novas lojas em Castelo Branco, Porto, Setúbal e Vila Nova de Gaia, bem como à ampliação da unidade já existente no Fórum Coimbra.
"No conjunto, trata-se de uma expansão muito significativa da nossa presença em Portugal e, até ao Verão de 2027, passaremos a contar com 18 lojas no país", salientou.
Primark vai investir 45 ME, criar mais 300 empregos em Portugal até 2027 e nenhum será na Madeira
A Primark vai investir 45 milhões de euros e criar 300 empregos até ao verão de 2027 em quatro novas lojas em Castelo Branco, Porto, Setúbal e Vila Nova de Gaia e na ampliação da já existente no Fórum Coimbra.
Perante as dúvidas que se levantaram, muitas delas expressas nas redes sociais, o DIÁRIO entrou em contacto com a Primark para perceber se a marca mantém, ou não, intenção de avançar para a Região.
Em resposta enviada, o porta-voz da empresa afirmou que "ontem anunciámos a abertura de quatro novas lojas em Portugal, em Castelo Branco, Porto, Setúbal e Gaia, assim como a ampliação da loja de Coimbra, no âmbito dos nossos planos ambiciosos de crescimento no mercado português".
Nelson Ribeiro acrescentou ainda que a marca está "totalmente focada em expandir a sua presença em Portugal" e que permanece "sempre atenta a novas oportunidades para futuras localizações". Contudo, evita confirmar qualquer interesse concreto na Madeira, sublinhando que não comenta "rumores ou especulações" e que, neste momento, a prioridade passa por concretizar "a abertura das novas lojas anunciadas e a expansão da unidade de Coimbra".
O DIÁRIO contactou também a administração do Madeira Shopping para obter mais esclarecimentos sobre esta questão, tendo a mesma indicado não dispor de qualquer informação adicional a acrescentar ao que já tinha anteriormente divulgado, remetendo eventuais esclarecimentos mais detalhados para a própria marca de retalho irlandesa.
Em suma, apesar das referências a um eventual interesse da Primark no âmbito da reconfiguração do Madeira Shopping, não há qualquer confirmação oficial da abertura de uma loja na Madeira. O plano conhecido da marca limita-se, por agora, a outras localizações em Portugal até 2027, permanecendo a situação na Região sem decisão anunciada.