“Machico não nasceu para viver em gestão mínima”
PSD pede mais ambição e critica estagnação no concelho
Machico assinala esta sexta-feira o Dia do Concelho num ano marcado pelos 50 anos da Autonomia da Região Autónoma da Madeira, contexto em que Eulália Remesso, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, defendeu a necessidade de um novo impulso para o concelho.
“Machico não nasceu para viver em gestão mínima. Machico nasceu para liderar”, afirmou na sessão solene, apelando a uma estratégia mais ambiciosa e orientada para resultados, com maior capacidade de concretização e resposta aos problemas locais.
Na sua intervenção, a social-democrata enquadrou as comemorações no percurso da autonomia regional, que considerou uma das principais conquistas da democracia, sublinhando que esta deve estar “ao serviço das pessoas”, promovendo oportunidades, desenvolvimento equilibrado e apoio às famílias.
Eulália Remesso destacou ainda a história e resiliência do povo machiquense, bem como o contributo da diáspora e dos antigos combatentes, deixando palavras de reconhecimento a quem “lutou e serviu em nome da terra e do país”.
A líder do PSD alertou também para sinais de estagnação no concelho, apontando áreas como acessibilidades, a Estrada da Queimada, o impasse do Forte de São João Baptista, a requalificação urbana, a dinamização económica e a crise da habitação.
Segundo a deputada municipal, os machiquenses têm contribuído de forma significativa para o orçamento municipal, esperando ver esse esforço traduzido em mais investimento e qualidade de vida. “As pessoas querem soluções, querem respostas, querem futuro”, afirmou.
Eulália Remesso deixou ainda elogios ao trabalho dos vereadores do PSD na Câmara Municipal, que considerou marcado por “coragem, dedicação e sentido de responsabilidade”, defendendo uma oposição “com elevação e espírito construtivo”.
A intervenção terminou com um apelo a um novo ciclo para Machico, assente em confiança, ambição e visão de futuro.