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Navio leva 144 pessoas sem sintomas

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Foto EPA/ELTON MONTEIRO

O navio cruzeiro Hondius leva 144 pessoas a bordo, sem sintomas, anunciou hoje a diretora nacional de Saúde de Cabo Verde, na capital, Praia, depois da partida do barco em que havia cinco casos suspeitos e dois confirmados de hantavírus.

Dos sete doentes, três acabaram por morrer com dificuldades respiratórias, antes de o cruzeiro pelo Atlântico Sul fundear nas imediações do porto da Praia, no domingo, anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Entre as pessoas afetadas, continuavam no barco dois membros da tripulação com sintomas e um passageiro que partilhou cabine com a última das três vítimas mortais, tendo sido os três retirados para aviões ambulância que descolaram hoje de Cabo Verde para os Países Baixos.

"O Ministério da Saúde informa que o navio cruzeiro Hondius, que se encontrava ao largo do porto da Praia, deixou esta tarde o território nacional, após o cumprimento de todos os procedimentos definidos pelas autoridades sanitárias de Cabo Verde", disse Ângela Gomes.

A bordo "seguem 144 passageiros, todos assintomáticos e acompanhados por uma equipa de quatro profissionais de saúde entre médicos e epidemiologistas que embarcaram hoje, reforçando a equipa médica, responsável pela assistência durante a viagem", acrescentou.

Prevê-se que o navio chegue às ilhas Canárias dentro de três dias e que as pessoas a bordo sejam retiradas e repatriadas ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, disse hoje o Governo de Espanha.

O Hondius esteve de quarentena em águas de Cabo Verde, desde domingo.

"A situação foi gerida de forma preventiva e responsável, não tendo sido registado, em todo este processo, qualquer risco para a população", acrescentou Ângela Gomes.

Sobre os profissionais de saúde que hoje acompanharam a transferência de três ocupantes do navio para aviões ambulância, entre o porto da Praia e o aeroporto internacional, vão "cumprir um período de quarentena".

"Cabo Verde deu um exemplo de ação humanitária e de boas práticas internacionais, num contexto de saúde global complexa e reforça o compromisso de continuar a colaborar com a comunidade internacional, em estrita observância pelo Regulamento Sanitário Internacional", concluiu.

Segundo a OMS, as Canárias são o porto mais próximo com todas as capacidades técnicas e de segurança de saúde pública necessárias para a operação planeada.