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Disfunção eréctil: sintomas, causas e tratamentos de um problema que afeta milhares de homens em Portugal

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A disfunção eréctil, também conhecida como impotência masculina, é um problema de saúde mais comum do que muitos homens imaginam. Apesar de continuar a ser um tema rodeado de algum constrangimento, trata-se de uma condição clínica frequente, com causas identificáveis e, na grande maioria dos casos, tratável.

Embora possa afectar homens de qualquer idade, a sua incidência aumenta com o envelhecimento. Em Portugal, estima-se que afecte cerca de meio milhão de homens, o que demonstra a dimensão de um problema que continua, muitas vezes, a ser vivido em silêncio.

Quais são os principais sintomas?

O sintoma mais evidente é a dificuldade em conseguir ou manter uma ereção durante o tempo necessário para a relação sexual. No entanto, o quadro pode manifestar-se de diferentes formas.

Entre os sinais mais frequentes estão a diminuição da rigidez peniana, a necessidade de maior estímulo para atingir a ereção, a redução do desejo sexual e, em alguns casos, alterações ejaculatórias, como a ejaculação precoce.

Segundo informação clínica divulgada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), é importante distinguir episódios ocasionais, muitas vezes associados a stress ou fadiga, de situações persistentes. Uma falha isolada não significa necessariamente disfunção eréctil, mas a repetição do problema ao longo do tempo justifica avaliação médica.

As causas podem ser físicas ou psicológicas

A ereção depende de um mecanismo complexo que envolve cérebro, hormonas, nervos, músculos e circulação sanguínea. Por esse motivo, existem várias causas possíveis.

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Andrologia, as causas físicas são as mais comuns e incluem diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, doenças cardiovasculares e alterações hormonais.

Aliás, em muitos casos, a disfunção eréctil pode funcionar como um primeiro sinal de alerta para problemas cardiovasculares, já que alterações na circulação sanguínea costumam reflectir-se precocemente na função sexual.

O tabagismo, o consumo excessivo de álcool e alguns medicamentos — nomeadamente antidepressivos e anti-hipertensores — também podem contribuir para o problema.

Por outro lado, factores psicológicos continuam a ter um peso relevante. Ansiedade, depressão, stress profissional, cansaço extremo e dificuldades na relação do casal são causas frequentes, sobretudo em homens mais jovens.

Quando procurar ajuda médica?

A vergonha continua a ser um dos maiores obstáculos ao diagnóstico. Muitos homens adiam a ida ao médico por receio ou desconforto em abordar o tema.

No entanto, segundo recomendações do SNS, sempre que a dificuldade se prolongue por mais de algumas semanas ou se torne recorrente, deve ser procurado um médico, idealmente um urologista ou especialista em andrologia.

O diagnóstico é feito através da história clínica, avaliação dos sintomas, exame físico e análises laboratoriais. Em alguns casos, podem ser pedidos exames hormonais ou um eco-Doppler peniano para avaliar a circulação.

Tratamentos disponíveis em Portugal

A boa notícia é que a disfunção erétil tem tratamento em cerca de 90% dos casos, dependendo da causa subjacente.

O tratamento pode passar pela correção de factores de risco, como perda de peso, controlo da diabetes, cessação tabágica e redução do consumo de álcool.

Em muitos casos, são prescritos medicamentos orais que melhoram o fluxo sanguíneo para o pénis. É precisamente neste contexto que a procura por viagra em Portugal continua a ser elevada, sobretudo entre homens que procuram uma solução rápida e eficaz. Ainda assim, estes medicamentos só devem ser utilizados mediante orientação médica, uma vez que podem estar contraindicados em doentes cardíacos ou em quem toma nitratos.

Quando a origem é hormonal, pode ser necessário recorrer a terapêutica de substituição de testosterona. Já nos casos em que existe uma forte componente emocional, o acompanhamento psicológico ou a terapia sexual são frequentemente recomendados.

Prevenção passa pelo estilo de vida

A prevenção está diretamente ligada à saúde geral.

Segundo o SNS, controlar doenças crónicas, praticar exercício físico, dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e reduzir os níveis de stress são medidas fundamentais para diminuir o risco de disfunção erétil.

Além disso, deixar de fumar e moderar o consumo de bebidas alcoólicas pode ter um impacto muito positivo na função sexual.

A comunicação dentro do casal também é essencial. A disfunção eréctil afecta não apenas o homem, mas toda a dinâmica da relação, pelo que o diálogo aberto pode ser um passo decisivo para a resolução do problema.

Um problema de saúde que não deve ser ignorado

Mais do que uma questão íntima, a disfunção eréctil pode ser um importante sinal de alerta para outros problemas de saúde, sobretudo cardiovasculares e metabólicos.

Por isso, especialistas da Sociedade Portuguesa de Andrologia defendem que a avaliação precoce é essencial, não apenas para melhorar a qualidade de vida sexual, mas também para prevenir doenças potencialmente mais graves.

Por fim, disfunção eréctil é uma condição comum, com causas bem identificadas e elevada taxa de sucesso no tratamento, sobretudo quando diagnosticada atempadamente. Mais do que um problema íntimo, pode ser um sinal de alerta para outras doenças, pelo que a procura de acompanhamento médico e a adoção de hábitos de vida saudáveis são passos essenciais para preservar a saúde e o bem-estar geral.