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Guerra no Irão Mundo

Maior porta-aviões norte-americano saiu do Mediterrâneo

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Foto Andrej Tarfila/SOPA Images/LightRocket 

O maior porta-aviões norte-americano e do mundo, o "USS Gerald Ford", deixou hoje o Mediterrâneo em direção ao Atlântico, reduzindo a presença militar dos Estados Unidos no Médio Oriente, segundo dados do site de rastreamento marítimo MarineTraffic.

Imagens divulgadas nas redes sociais por fotógrafos amadores mostram o navio a atravessar o estreito de Gibraltar rumo a oeste, com dezenas de caças estacionados no convés de voo.

O "USS Gerald Ford" deverá regressar ao porto de Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia, após mais de 10 meses em operação, naquela que é apontada como a mais longa missão contínua de um porta-aviões norte-americano desde o final da Guerra Fria, segundo o Instituto Naval dos Estados Unidos.

De acordo com o jornal norte-americano The Washington Post, o regresso do navio representa uma redução significativa da capacidade militar dos Estados Unidos (EUA) na região, numa altura em que persistem tensões entre Washington e Teerão e ainda está em vigor uma frágil trégua com a República Islâmica.

Em declarações feitas hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou bombardear o Irão com "uma intensidade muito maior do que antes" caso os líderes iranianos não cheguem a um acordo com os EUA.

Apesar da retirada do "USS Gerald Ford", cerca de 20 navios de guerra norte-americanos continuam em operação no Médio Oriente, incluindo os porta-aviões "USS Abraham Lincoln" e "USS George H.W. Bush", segundo um responsável norte-americano citado pela agência francesa AFP.

Antes de ser deslocado para o Médio Oriente, o "USS Gerald Ford" participou em operações norte-americanas nas Caraíbas, associadas à campanha dos EUA contra o tráfico de droga e ao reforço das sanções petrolíferas, tendo também apoiado operações relacionadas com a Venezuela.

O navio foi redirecionado para o Médio Oriente em fevereiro por decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, no contexto do agravamento das tensões com o Irão.

Durante a missão, o porta-aviões enfrentou vários problemas técnicos e operacionais.

No final de março, a embarcação militar realizou uma escala técnica na Croácia após um incêndio na lavandaria principal, incidente que provocou ferimentos em dois marinheiros.

A imprensa norte-americana relatou igualmente problemas recorrentes no sistema sanitário do navio, incluindo esgotos entupidos e longas filas para utilização das casas de banho, dificuldades associadas ao prolongamento excecional da missão.