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Madeira

Madeira promove curso pioneiro de 'Adjunto de Segurança em Operações de Socorro'

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O Serviço Regional de Proteção Civil realizou a sua primeira formação com vista a capacitar elementos dos Corpos de Bombeiros para o desempenho da função de 'Adjunto de Segurança', no âmbito do Sistema de Gestão de Operações (SGO), no quadro do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS).

A formação decorreu entre os dias 18 e 22 de Maio, com 18 formandos, entre os quais coordenadores das áreas formativas do Centro de Formação e Treino em Emergência e Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira e graduados dos Corpos de Bombeiros.

"O novo produto pedagógico conta, além de uma componente teórica, com uma forte vertente prática, incluindo simulações, análise de casos reais e treino sob pressão, o que permite consolidar procedimentos indispensáveis para uma intervenção segura enquanto exercem a importante missão da segurança operacional na linha da frente", aponta nota enviada à imprensa. Este curso foi co-financiado pelo Fundo Social Europeu+, através do Programa Madeira 2030. 

Abel Zua, Mestre em Gestão de Emergência e Socorro e Técnico Superior de Segurança no Trabalho, é o formador responsável por este programa, o qual destaca que, segundo o Relatório Anual de Acidentes Pessoais com Bombeiros de 2024, mais de 70% dos bombeiros que sofrem acidentes nos teatros de operações pertencem às categorias de bombeiros que estão na linha da frente das operações.

Em 2024, cerca de 60% dos 338 acidentes pessoais com bombeiros no território nacional ocorreram nesse período, marcado pela chegada ao teatro de operações, reconhecimento do cenário, estabelecimentos dos meios de ação e definição de estratégia. Abel Zua

Posto isto, o papel do Adjunto de Segurança é essencial na prevenção e redução destes dados pois ajuda a “identificar perigos, avaliar riscos no momento e apoiar as decisões para proporcionar um quadro de operação mais seguro”.

O presidente do SRPC, IP-RAM, Richard Marques, salienta que a criação deste curso responde à necessidade de reforçar a segurança em contexto operacional, essencial para o sucesso da missão. “Proteger os operacionais é um imperativo que deve acompanhar o desempenho da missão, desde o quartel até ao teatro de operações, garantindo que todos regressam em segurança”, sublinha, destacando ainda o contributo da formação para o reforço do comando e controlo nas operações de socorro, o escrupuloso cumprimento da lei e a aplicação dos protocolos de segurança subjacentes à eficácia do socorro.