Saber morrer
Tudo o que nasce tem que morrer um dia, seja ser humano, animal ou vegetal.
A morte faz parte da lei da natureza; a morte é essencial para dar lugar à vida.
Porque se não houvesse a morte, nada poderia sobreviver, por falta de espaço.
O problema é que o ser humano nunca teve uma educação sobre a morte.
Logo em crianças, elas deveriam saber o que é a morte e saber por que têm que morrer um dia.
O nascer e o morrer são coisas naturais da natureza.
É perfeitamente compreensível que, quando perdemos um ente querido, sintamos um choque, uma dor e uma tristeza insuportável, porque não estamos preparados para lidar com a morte.
Quando recebemos a notícia de uma morte, a dor que sentimos só deveria durar algumas horas ou alguns dias, dependendo do estado mental de cada pessoa.
Mas se ensinarmos às pessoas que a morte é uma coisa natural e essencial, elas irão lidar com a morte como algo natural, sem sentir tanta tristeza na hora da perda de um ente querido.
Devíamos falar sobre a morte com naturalidade, sem medos e sem tabus, e compreender por que temos que morrer.
Não podemos obrigar uma pessoa a acreditar que, depois da morte, vai para o céu, vai para o inferno, vai ser reencarnada, ou que é um apagão e acaba tudo.
Tudo o que falamos sobre a morte após essa fronteira é pura especulação, porque ninguém sabe o que há depois da morte, e nunca iremos saber.
Tudo o que se fala sobre o assunto são apenas teorias inventadas pelas pessoas, e nada mais do que isso.
Cabe a cada pessoa acreditar naquilo que achar mais confortável para a dor que sente na hora da perda de um ente querido, e cada um deve guardar para si aquilo em que acredita, para não influenciar os outros.
Para terminar, desejo que cada pessoa aproveite cada minuto da sua vida como se fosse o último.
Com alegria, felicidade e saúde — e que nunca tenha medo da morte.
Edgar B. Silva