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Mais de metade das empresas portuguesas adia investimentos devido à incerteza

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Foto Shutterstock

Mais de metade das empresas portuguesas está a adiar investimentos devido à incerteza económica, sendo que os pagamentos em atraso são um fator que limita o desempenho, segundo um estudo realizado pela Intrum.

De acordo com o European Payment Report (EPR) 2026 Portugal, 58% das empresas em Portugal afirma estar a adotar uma postura mais prudente em relação ao endividamento e aos planos de investimento, um dos valores mais elevados entre os 20 países analisados e sete pontos percentuais acima da média europeia (51%).

O atraso nos pagamentos surge como uma preocupação que prejudica o desempenho das empresas, de acordo com o estudo divulgado hoje.

O EPR Portugal 2026, que envolveu cerca de 1.000 empresas portuguesas, conclui que 60% das empresas afirmam que os atrasos nos recebimentos resultaram num aumento do incumprimento dos prazos acordados com os seus próprios fornecedores.

O relatório, que também foi realizado a nível global com respostas de 8.385 empresas em 20 países europeus, alerta que há empresas a operar perto dos limites financeiros, sendo que "a percentagem máxima das receitas que pode ser recebida fora de prazo sem comprometer a capacidade operacional é de 10,21%, claramente abaixo da média europeia de 12,08%".

"As empresas estão mais cautelosas com investimento, financiamento e risco, sobretudo porque continuam expostas a atrasos nos pagamentos que condicionam a tesouraria e limitam a capacidade de crescimento", salientou o diretor-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra, citado em comunicado.