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A Segurança dos Madeirenses e de quem nos visita

Compete ao Governo Regional da Madeira, da responsabilidade do PPD e da sua bengalinha CDS, tratar da segurança dos madeirenses e quem visita a Madeira, que nem sempre tem sido bem tratada. Vem isto a propósito da estrada que liga São Vicente ao Seixal e ao Porto Moniz, que desde que ela existe foi considerada a estrada mais perigosa da Madeira e, quiçá a mais bonita e, portanto sujeita a derrocadas frequentes, tal como aconteceu a semana passada. Convém lembrar, aqui e agora, que V. Excia abandonou esse troço, entre São Vicente e Porto Moniz, entregando à Câmara Municipal do Porto Moniz a sua manutenção, que não tem capacidade financeira para tal.

O Governo sabe disso, os riscos estão identificados há muitos anos. A construção da via expresso 2 veio melhorar, em muito essa segurança, mas esqueceram, propositadamente de um troço que coincide com a antiga Estrada Regional 101, mais propriamente no sitio da Pedra, pequena Fajã entre a Ladeira da Vinha e a Ribeira João Delgado, no Seixal.

Como dissemos este troço, que parte foi sujeita a contenção com a colocação de redes para segurar as pedras, mas que deixa passar os pequenos cascalhos que frequentemente chegam à estrada atual. Existe, em projecto há cerca de onze anos, para a colocação de um falso túnel, a exemplo do que foi feito na Ribeira João Gomes, no Funchal e na ligação ao Jardim do Mar e ao Paúl do Mar. Onze anos não será demais? Mas o que mais nos chocou foi a maneira como o Presidente se referiu à queda da referida derrocada que feriu um agente da autoridade que passava no lugar errado e na hora errada. O Presidente do Governo, responsável máximo do governo, disse que não podia tratar da segurança dos madeirenses e de quem nos visita, quando gasta centenas de milhões em campos de Golfe? Falou de uma maneira que dava a entender que “estava nas tintas” para a segurança de quem cá vive e de quem nos visita. O que o Governo Regional tem feito ao dinheiro que tem a recebido a mais do IVA, só por causa da inflação que ultrapassa, em muito a centena de milhões de euros, anualmente? O Governo, por influencia dos “golfeiros”, disse que a Região necessitava de ter cinco campos de golfe para captar o turismo desse segmento: Não negamos, mas existe uma outra coisa que são as prioridades. O que é mais prioritário, elevar para seis o número de campos de golfe ou tratar da circulação com segurança? Digo seis, porque atualmente existem 3 campos de golfe em funcionamento, com mais o da Ponta do Pargo, em construção, do Porto Santo que passará para 36 buracos, equivalente a 2 campos de 18 buracos e o anunciado no Faial, dá um total de seis campos. Parece que já há um a mais. Além disso a intervenção do governo deve limitar-se às expropriações que devem ser pagas pelos privados que vão explorar os respectivos campos, que é um actividade do sector privado e não do público.

Chamamos a atenção de todos os madeirenses que costumam utilizar a Via Expresso 2, entre São Vicente e Porto Moniz, e em especial as populações do Seixal e de São Vicente para o desinteresse do Governo Regional, que primeiro diz que não tem dinheiro para melhorar as condições de segurança e num golpe de magia, aparecem logo dez milhões de euros para começar a resolver a situação? Por outro lado a própria Junta de Freguesia do Seixal, que deveria defender, em primeiro lugar nos seus fregueses, não tomou qualquer posição. A conferência de imprensa dada por Célia Pessegueiro, líder do PS/M, veio espoletar esta situação, não se tratando de aproveitamento político, mas da denúncia de um ato que põe em risco milhares de madeirenses e de visitantes. Senhor Presidente Miguel Albuquerque se houver uma próxima vez, que espero não haja, não menospreze a população da freguesia de onde descende, o Seixal, que espero que no próximo ato eleitoral se recorde do desprezo que lhe dedicou.