BE lamenta "insustentável situação socioeconómica que as famílias atravessam"
O Bloco de Esquerda Madeira esteve hoje numa acção de rua para denunciar "a insustentável situação socioeconómica que as famílias atravessam sem que o Governo PSD-CDS tome medidas efectivas para mitigar o aumento do custo de vida".
"Vivemos um cenário de profunda injustiça: aumenta a cabaz alimentar, aumenta os preços do gás e da gasolina e a grande maioria dos madeirenses e porto-santenses enfrenta uma perda brutal de poder de compra. Por outro lado, um pequeno grupo de grandes grupos económicos regista lucros recorde e especulativos, feitos à custa do empobrecimento de quem trabalha", refere Dina Letra, coordenadora regional.
Segundo nota à imprensa, "a inflação na Madeira é a mais alta do país e torna-se, cada vez mais, uma barreira que impede as famílias de acederem a bens essenciais. O aumento desenfreado do custo de vida — com especial incidência na habitação e na alimentação — está a empurrar a classe média e os mais vulneráveis para uma situação de pobreza".
E prossegue: "A insularidade, que deveria ser compensada por políticas de proteção pública, está a servir de pretexto para o agravamento de preços, sem que o Governo Regional intervenha de forma eficaz".
Enquanto o povo é chamado a "apertar o cinto", os setores da grande distribuição, da banca e da energia continuam a apresentar resultados líquidos que ofendem quem trabalha. Para o Bloco de Esquerda, estes não são lucros fruto do mérito ou do investimento, mas sim lucros abusivos e especulativos, extraídos directamente dos bolsos de quem não tem alternativa senão consumir estes serviços básicos". Dina Letra
O Bloco de Esquerda exige "medidas urgentes para ajudar as famílias, em mais este momento difícil, criado por uma guerra ilegal e imperialista".
"Não aceitamos que a crise sirva para enriquecer ainda mais os mesmos de sempre. O BE Madeira defende uma rutura com as políticas de continuidade que protegem o grande capital em detrimento das pessoas", diz.
Defendemos medidas robustas e eficazes como o controlo de preços do cabaz alimentar assencial, com a fixação de margens de lucro máximas nestes produtos para que nenhum madeirense passe fome". Dina Letra
E acrescenta: "É urgente a taxação sobre os lucros extraordinários, com a aplicação de uma taxa sobre os lucros "caídos do céu" das grandes empresas para financiar apoios diretos às famílias".
No seu entender, "é imperativo rever e valorizar todos os salários, não só com uma revisão extraordinária do Salário Mínimo Regional, mas também tomando medidas legislativas para que os restantes salários, que continuamente perdem poder de compra, tenham a mesma percentagem de aumento face ao salário mínimo".
E prossegue: "Propomos igualmente a regulação da habitação, com um travão imediato ao aumento das rendas e maior controlo sobre a especulação imobiliária que exclui os madeirenses de aceder a uma casa".
Por fim, refere que "o Bloco de Esquerda não aceita a ditadura do mercado que subjuga governos e empobrece a nossa população e reafirma o seu compromisso em ser a voz daqueles que se recusam a aceitar a pobreza e esta crise como inevitável". "É hora de colocar os interesses das pessoas acima dos lucros de uma minoria privilegiada", concluiu.