“Correu muitíssimo bem” a reabertura do trilho Areeiro-Ruivo
Forte procura marca arranque e sistema de reservas é considerado eficaz por Eduardo Jesus
“Correu muitíssimo bem ontem”, afirmou o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, sobre a reabertura da vereda entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo, que registou uma elevada afluência de caminhantes logo no primeiro dia.
Autêntica 'romaria' em direcção ao Pico Ruivo
Percurso reabriu hoje, ainda que de forma condicionada, depois de um ano e meio encerrado
O governante destacou o arranque positivo da operação e sublinhou que a forte procura inicial era expectável, comparando-a a fenómenos de inauguração noutros destinos, onde a procura nos primeiros dias tende a ser superior à capacidade habitual.
Para gerir o fluxo de visitantes, foi implementado o sistema Simplifica, que permite a reserva prévia de acesso. Segundo Eduardo Jesus, a experiência inicial foi bem-sucedida.
O secretário regional explicou ainda que existem cotas separadas para operadores económicos e para visitantes individuais, de forma a evitar que as agências esgotem a totalidade das vagas disponíveis.
Perante a elevada procura, o governante reforça a recomendação de planeamento antecipado: “As pessoas devem reservar com antecedência para garantir o acesso”.
A forte adesão ao percurso entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo, recentemente reaberto, tem gerado alguns impactos no terreno, com registo de críticas sobretudo relacionadas com a presença de lixo em zonas do trilho.
O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, reconhece que este tipo de observações é habitual em momentos de grande afluência, sublinhando que, na maioria dos casos, resulta do comportamento individual dos visitantes.
Segundo dados apontados no contexto da gestão do percurso, os residentes representam cerca de 0,5% do total de utilizadores dos trilhos recomendados, evidenciando uma predominância clara de visitantes não residentes.
Perante este cenário, o responsável reforça a necessidade de responsabilidade coletiva na utilização do espaço natural, de forma a garantir a sua preservação, bem como a segurança e a boa experiência de todos os caminhantes.