Trump reforça sanções contra Cuba
O presidente norte-americano, Donald Trump, reforçou ontem as sanções contra Cuba, alegando que o país representa "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos.
As novas sanções, decididas através de um decreto presidencial, visam bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõem restrições em matéria de imigração, aumentando a pressão sobre Havana em plena crise económica.
Neste decreto, Donald Trump impõe sanções contra pessoas e entidades envolvidas nos setores da energia, das minas e noutros setores da ilha, bem como contra qualquer pessoa considerada culpada de "graves violações dos direitos humanos".
Washington acusa o Governo cubano de conduzir "políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos", contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas".
O anúncio surge no dia em que, em Cuba, decorre uma manifestação em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, para "defender a pátria" e denunciar as ameaças de agressão militar, num clima de fortes tensões com Washington.
Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impõe a Cuba, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, tendo autorizado, desde então, apenas a chegada de um único petroleiro russo.