Romeu Zema é oficialmente candidato a Presidente do Brasil pelo partido Novo
O partido Novo tornou, esta segunda-feira, oficial a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à eleição como Presidente do Brasil, sem indicar ainda quem será o seu vice nas eleições gerais marcadas para outubro.
Atualmente com 61 anos, Romeu Zema surgiu na política brasileira em 2018 quando se apresentou como empresário, 'outsider', político liberal com críticas à corrupção e burocracias do estado brasileiro.
Zema foi eleito governador de Minas Gerais em 2019 sem apoio de grandes partidos, sendo reeleito por mais quatro anos em 2022, e renunciou ao cargo este ano para disputar a corrida ao Palácio do Planalto.
Mesmo tendo governado o segundo maior reduto eleitoral do país por quase oito anos, Zema não descolou nas sondagens, estagnando há semanas em 3% das intenções de voto dos eleitores brasileiros.
Zema é um político liberal e conservador, e, segundo os institutos de sondagens, ele disputa o mesmo eleitorado de adversários com perfil semelhante, a exemplo do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, e Flávio Bolsonaro, do PL.
Ainda assim, Zema tenta se mostrar como alternativa, diante de um Brasil polarizado entre o atual Presidente, Lula da Silva (40%), de esquerda, e Flávio Bolsonaro (32%), na primeira volta das eleições, segundo dados do Datafolha.
Durante cerimónia em Brasília que oficializou a sua candidatura, Zema afirmou que pretende aplicar ao país o modelo de gestão adotado em Minas Gerais e disse ser o mais preparado para derrotar Lula nas urnas.
O político mineiro também não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal brasileiro, e o Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda, que apoia Lula, ao dizer que o Brasil não aguenta mais quatro anos do atual presidente.
"No Brasil o setor público carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal", disse.
"Minha bandeira é estar contra o PT. Eu vi o PT destruir o Brasil", afirmou ao citar casos de corrupção em que o partido já esteve envolvido.
Zema voltou a defender o 'impeachment' (destituição) de juízes do Supremo brasileiro, dizendo que irá acabar com "a farra dos intocáveis" ao citar, expressamente, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli
O político mineiro disse ainda que, caso seja eleito Presidente do Brasil, privatizará todas as empresas estatais.
Na área de segurança pública, o candidato do Novo prometeu construir super-prisões em áreas remotas do território brasileiro "de preferência no meio da Amazónia".
Assim como os demais adversários de direita, Romeu Zema também prometeu classificar as duas maiores fações criminosas do Brasil, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas.