Pelo menos 25 mortos em nova onda de violência intercomunitária no Sudão do Sul
Pelo menos 25 pessoas morreram numa nova onda de violência no Sudão do Sul entre duas comunidades do centro e do noroeste deste país africano, informaram hoje as autoridades locais.
Os confrontos ocorreram na madrugada de hoje na fronteira entre os estados de Lakes (centro) e Warrap (noroeste), entre jovens armados da comunidade Pakam, do condado de Rumbek Ocidental, e da comunidade Luacjang, do condado de Tonj Oriental.
A violência iniciou-se na sexta-feira nessa região e provocou a morte de dez pessoas perto da aldeia de Bulo, uma localidade fronteiriça cujo controlo foi o motivo de disputa entre as duas comunidades vizinhas.
A situação agravou-se depois de grupos armados de ambas as comunidades se terem enfrentado novamente na madrugada de hoje, o que causou a morte de outras 15 pessoas, disse à EFE o comissário do condado de Tonj Este, Both Males Deng, que assegurou que "dezenas de pessoas também ficaram feridas".
A mesma fonte indicou que "a violência se intensificou e alastrou rapidamente a várias localidades ao longo da fronteira" entre os dois estados, e que "a maioria das vítimas mortais nos confrontos de hoje são homens jovens".
"Estamos profundamente preocupados com a rapidez com que a situação se deteriora [...] os civis vivem agora com medo", acrescentou, após sublinhar que as autoridades dos estados de Lagos e Warrap "estão a coordenar planos para mobilizar forças de segurança conjuntas, com o objetivo de separar as comunidades rivais e prevenir mais violência".
Os combates e confrontos tribais são comuns no Sudão do Sul devido à presença de grupos armados, bem como à incapacidade do Governo de desarmar as tribos que se enfrentam ocasionalmente por questões de pastagem, controlo de terras de cultivo para o seu gado ou vingança.
Os confrontos somam-se à insegurança persistente em várias partes do Sudão do Sul, onde os frágeis acordos de paz que puseram fim à guerra civil sul-sudanesa em 2018 têm sido repetidamente postos à prova por episódios de violência política.