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Madeira

José Manuel Rodrigues quer CDS mais ambicioso, autónomo e influente

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O presidente do CDS-PP Madeira defendeu, hoje, que o partido precisa reforçar a sua ambição política, afirmar a sua identidade própria e voltar a assumir um papel central na vida política portuguesa. José Manuel Rodrigues discursou na abertura do XXXII Congresso Nacional do CDS, que decorre em Alcobaça.

Na ocasião, sublinhou que este é “um momento particularmente feliz para o CDS”, destacando o facto de o partido integrar actualmente os Governos da República, dos Açores e da Madeira. “O CDS tem hoje a responsabilidade acrescida de ser garante da estabilidade política nos três espaços políticos e de contribuir para a governabilidade de Portugal e das Regiões Autónomas”, afirmou.

No entanto,  alertou que a presença do partido nos vários executivos resulta também “do fim das maiorias absolutas e do bipartidarismo”, defendendo que o CDS não pode conformar-se com a atual dimensão eleitoral e política.

O nosso objectivo não pode ser contentarmo-nos com o que temos e somos. Temos de ter a ambição de voltar a ser um grande partido, mais influente, mais decisivo e mais marcante na sociedade portuguesa. José Manuel Rodrigues

José Manuel Rodrigues reafirmou ainda a confiança do CDS nas coligações políticas, mas rejeitou qualquer ideia de diluição da identidade partidária. “O CDS tem o seu espaço próprio, uma ideologia, princípios e valores que mais ninguém defende. Temos futuro se afirmarmos as nossas diferenças e conquistarmos maior autonomia política e estratégica”, sustentou.

Na sua intervenção, apelou também ao regresso à vida partidária activa de antigos quadros e dirigentes que exerceram funções de destaque no Estado português graças ao CDS, defendendo igualmente o recrutamento de novos quadros e o reforço da unidade interna do partido.

“O que nos falta é substituir o conformismo pela ambição, o medo pela coragem e voltar a interpretar a vontade e as aspirações dos portugueses”, afirmou.

José Manuel Rodrigues mostrou-se convicto de que deste Congresso sairão “uma estratégia e dirigentes capazes de voltar a fazer do CDS um dos grandes partidos de Portugal”.