PSD e CDS acusados pelo Chega de "traírem as forças de segurança" nas regiões autónomas
O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira na Assembleia da República, Francisco Gomes, "acusou PSD e CDS de terem traído as forças de segurança da Madeira e dos Açores ao votarem contra" o projecto da sua bancada parlamentar que "previa a criação de um suplemento salarial de 15% para os profissionais das forças de segurança em missão nas regiões autónomas".
Francisco Gomes lembra que "a votação teve lugar na sessão plenária de ontem da Assembleia da República, tendo a proposta sido rejeitada com os votos contra de PSD, CDS, Bloco de Esquerda, PCP e Livre, bem como a abstenção do PS".
Segundo o parlamentar, a iniciativa do CH "visava compensar os custos acrescidos e as dificuldades associadas ao exercício de funções policiais nas regiões autónomas, valorizando profissionais que considera essenciais para a segurança das populações", mas "PSD e CDS foram hipócritas e traíram as forças de segurança das autonomias. Na Madeira fazem discursos bonitos, mas, em Lisboa, votam contra os interesses dos madeirenses. Isto é uma vergonha", acusa.
Francisco Gomes, em nota a dar conta do seu trabalho parlamentar, afirma que "os profissionais das forças de segurança nas regiões autónomas enfrentam custos de vida elevados, dificuldades de deslocação e condições particularmente exigentes, sem o devido reconhecimento do Estado". Por isso, acusa "os dois partidos que formam a coligação do governo nacional de incoerência política e de enganarem os eleitores madeirenses".
"Os madeirenses estão fartos de partidos que fazem promessas e falinhas mansas no Funchal, mas depois chegam a São Bento e viram costas à Madeira. Não aceitamos e vamos expor o que andam a fazer nas costas dos madeirenses", fala o parlamentar, que garante que o CH "continuará a defender medidas de valorização salarial e profissional para PSP, GNR e restantes forças de segurança colocadas nas regiões autónomas".
E termina, salientando que "quem arrisca a vida para proteger os madeirenses merece respeito e valorização", por isso, o CH "continuará a lutar por aquilo que PSD e CDS recusaram apoiar", reforça.