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Assembleia Legislativa Madeira

IL considera incomportável diminuição da idade da reforma

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Gonçalo Maia camelo fez a intervenção de abertura da sessão plenária de hoje, abordando os efeitos de uma eventual redução da idade da reforma.

"O maior desafio – e a maior responsabilidade – que se coloca a qualquer Governo ou partido político de Portugal é encontrar soluções para cuidar melhor dos mais velhos, sem hipotecar o futuro dos mais jovens. Demonstrar responsabilidade intergeracional", afirmou o deputado da IL.

A sustentabilidade da Segurança Social e do Sistema de Pensões está, há muito tempo, ameaçada, afirma. "De acordo com relatórios recentes os trabalhadores que têm hoje cerca de 35 anos arriscam-se a receber uma pensão equivalente a cerca de 40% do seu último salário. Actualmente recebem 60%.  E sem reformas estruturais, que, em parte, poderão ser “dolorosas”, não haverá forma de inverter esta tendência".

Neste contexto, diz Gonçalo Maia Camelo, "propostas de aumentos permanentes das pensões e, sobretudo, de redução da idade de reforma – por muito que possam ser atrativas para quem delas pode beneficiar – são absolutamente irresponsáveis e populistas2.

O deputado da IL acredita que não existe qualquer Governo, "ou qualquer partido, que não gostasse de poder baixar a idade da reforma. Mas a verdade é o que aumento da mesma é a tendência geral – e uma necessidade2.

A idade da reforma subiu para os 70 anos em Itália, Holanda e Suécia, 71 anos na Estónia e 74 anos na Dinamarca.

"E não existe, por muito que nos custe admitir, qualquer argumento racional ou financeiro, que sustente uma decisão de descida da idade da reforma. O custo imediato da redução da idade da reforma seria incomportável. E o custo futuro incalculável", garante.

E não tem dúvidas de que quem pagaria esse custo "seriam aqueles que ainda estão longe da idade da reforma e que ainda vão ingressar no mercado de trabalho. Para estes não haveria reduções. E poderia até nem haver pensões".

A Iniciativa Liberal, garante, nunca deixará de lutar por todos, "mas nunca se esquecerá, em momento algum, dos jovens".

"Continuaremos a defender reformas estruturais, e não atalhos populistas. Porque não trocamos os votos de hoje — e de alguns — pelo futuro de todos. Porque uma sociedade equilibrada não coloca gerações umas contra as outras — cria condições para que todas prosperem. Quem não consegue cuidar dos mais velhos está de mal com o presente, Mas quem não consegue dar esperança aos jovens abdica do futuro", conclui.