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Imã condenado a prisão perpétua por violar sete mulheres muçulmanas no Reino Unido

FOTO DR
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Um imã foi condenado hoje a prisão perpétua por violar e agredir sexualmente sete mulheres muçulmanas, incluindo menores, entre 2005 e 2014 no Reino Unido.

O tribunal de Snaresbrook, na zona leste de Londres, determinou que Abdul Halim Khan, que alegava possuir poderes sobrenaturais, deverá cumprir pelo menos 20 anos de prisão antes de poder beneficiar de medidas de reabilitação.

O imã, de 54 anos, foi considerado culpado de um total de 21 crimes contra as sete mulheres, às quais, abusando da sua posição de autoridade na comunidade muçulmana, agredia depois de as fazer acreditar que estava possuído por um 'jinn' ou espírito da mitologia árabe.

Os abusos foram denunciados em fevereiro de 2018, quando uma das mulheres, menor à data, relatou o caso na sua escola que o encaminhou para a polícia.

Durante o julgamento, várias das vítimas, que eram menores de idade quando foram agredidas, explicaram como foram coagidas a manter silêncio.

Também expressaram o seu medo e impotência e consideraram que o agressor, que continua a declarar-se como inocente, "é e será, enquanto viver, uma ameaça para a sociedade".

Ao proferir a sentença, o juiz Leslie Cuthber afirmou que aquilo que o réu fez pode ser considerado "a obra de um violador e abusador de menores em série".

"Sob uma aparência pública de decoro e santidade, abusou monstruosamente de mulheres que confiavam em si, tudo para a sua própria satisfação sexual", declarou.

O juiz acrescentou que o imã pensava que ficaria impune, pois considerava que, devido à sua posição social, nenhuma vítima se atreveria a denunciá-lo e que, se o fizessem, "acreditariam na sua versão e não na delas".