Prisão perpétua mantida em recurso para assassino de quatro mulheres em Roma
A pena de prisão perpétua a que foi condenado o autor do homicídio de quatro mulheres numa reunião de condomínio em Roma, em 2022, foi mantida em recurso, indicaram hoje fontes judiciais.
Os juízes do Tribunal de Recurso de Roma consideraram novamente Claudio Campiti culpado do assassínio de Nicoletta Golisano, Elisabetta Silenzi, Sabina Sperandio e Fabiana De Angelis em Fidene (antiga Fidenae), um subúrbio nos arredores nordeste da capital italiana, a 11 de dezembro de 2022.
No julgamento de primeira instância, em abril do ano passado, Campiti, um simpatizante neonazi desempregado de 57 anos, foi condenado a passar o resto da vida na prisão por matar a tiro as quatro mulheres durante uma assembleia do condomínio onde residiam.
Uma das mulheres abatidas, Nicoletta Golisano, era amiga da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.
Campiti foi considerado culpado de ter levado um revólver de um campo de tiro para assassinar as quatro, o que foi considerado um crime com premeditação, além de ter tentado matar mais cinco pessoas.
O homem que impediu Campiti de continuar a disparar, Silvio Paganini, disse que ele e os familiares das vítimas se sentiram "traídos pelas instituições", depois de o Ministério do Interior e o Ministério da Defesa italianos não terem sido judicialmente considerados responsáveis pelo pagamento de indemnizações civis neste caso.
Fidenae era uma antiga cidade latina ou sabina no Lácio Antigo, situada a oito quilómetros a norte de Roma, ao longo da Via Salária.
Como rival frequente da Roma antiga, esteve muitas vezes sob influência etrusca antes de ser conquistada pelos romanos no século V a.C..