“Ainda não há decisão definida” sobre o futuro de Miguel Moita no Marítimo
Carlos André Gomes garantiu que só irá reunir com o treinador na segunda-feira, após terminada a época desportiva
O futuro do treinador do Marítimo, Miguel Moita, “ainda não está definido”, sendo que qualquer decisão apenas será tomada após o final da temporada.
O presidente do clube, Carlos André Gomes adiantou, esta tarde, que o processo de avaliação será feita depois do último jogo, que disputa esta sexta-feira. “Ainda não há nada. No final do campeonato vamos reunir com o treinador e os jogadores que terminam contrato e decidir o que fazer”, referiu, acrescentando que “a intenção é apenas de conversar e decidir em conjunto”, deixando em aberto a continuidade do técnico.
À margem da recepção oficial à equipa campeã da II Liga, realizada na Quinta Vigia, promovida pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, o líder maritimista abordou também a situação financeira e o futuro do clube.
Sobre o aumento do apoio governamental para os 2,6 milhões de euros, o responsável considerou o reforço positivo, mas sublinhou a necessidade do clube garantir a sua própria autonomia e equilíbrio financeiro. “Quanto mais verbas houver, melhor. Mas também temos de fazer o nosso papel e não depender constantemente da entidade governamental”, afirmou.
No que diz respeito ao processo de uma eventual entrada de investidores, o presidente explicou que existem contactos, mas nada formalizado, e reforçou a postura de “prudência” do clube.
Já durante a cerimónia, Carlos André Gomes salientou o papel histórico do clube na afirmação da identidade regional e na projecção da Madeira além-fronteiras, considerando que o Marítimo “funciona como um instrumento de coesão social, representação institucional e diplomacia emocional junto das comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo”.
O dirigente sustentou ainda que “a força mobilizadora do Marítimo transcende o fenómeno desportivo”, assumindo-se como “um activo imaterial de enorme relevância política, social e cultural para a Região”.
“O Marítimo ajuda diariamente a construir autonomia através da emoção, da identidade e do orgulho regional” Carlos André Gomes, presidente do Marítimo
Não obstante, o líder verde-rubro considerou ainda que, “num tempo em que subsistem divergências políticas na relação entre a Madeira e a República, a campanha do Marítimo é ilustrativa da força de uma Região e deve ser encarada como um instrumento de afirmação regional e de combate ao centralismo”.