PSP-Madeira precisa de mais 30 elementos
O comando regional da PSP da Madeira necessita de, pelo menos, mais 30 agentes para repor os níveis de efectivos existentes há quatro ou cinco anos. A indicação foi dada esta quarta-feira pelo comandante regional, Ricardo Matos, à saída de uma reunião institucional com o novo representante da República para a Madeira, Paulo Barreto.
O comandante explicou que a falta de efectivos é um problema nacional, provocado sobretudo pela vaga de aposentações dos polícias recrutados durante os anos 90, período em que ingressavam cerca de dois mil agentes por ano na corporação.
“Esses polícias estão agora a chegar à idade da reforma e é preciso substituí-los”, afirmou Ricardo Matos, sublinhando que actualmente existem menos jovens disponíveis para seguir a carreira policial, num contexto em que o mercado de trabalho oferece mais alternativas profissionais.
A PSP da Madeira conta actualmente com cerca de 750 elementos. Segundo o comandante regional, o objectivo imediato passa por recuperar os efectivos perdidos nos últimos anos, embora admita que o crescimento do turismo na Região justificaria igualmente um reforço adicional.
Ricardo Matos revelou ainda a expectativa de que alguns agentes possam ser colocados na Madeira, sobretudo para responder às novas competências atribuídas à PSP no controlo de entradas de cidadãos de países terceiros. Esses agente não deverão ser provenientes dos próximos cursos de formação, mas uma consequência deles. A prioridade será dada a madeirenses que, exercendo fora, queiram fazê-lo na Região.
Questionado sobre as condições das esquadras, o comandante admitiu que existem instalações na Região que necessitam de renovação. “Todas as pessoas gostam de trabalhar nas melhores condições possíveis”, observou, recusando, contudo, detalhar os assuntos abordados na reunião com Paulo Barreto.
Em relação à criminalidade, Ricardo Matos traçou um cenário globalmente positivo, afirmando que a Madeira continua a ser uma das regiões mais seguras do país. Segundo os dados apresentados, a criminalidade regional representa apenas cerca de 2% do total nacional.
O comandante destacou ainda uma redução recente da criminalidade violenta e grave, tanto no ano passado como no primeiro trimestre deste ano, embora sem avançar números concretos.
Outro dos temas abordados foi a videovigilância no Funchal. Ricardo Matos assegurou que as zonas abrangidas pelas câmaras registaram uma diminuição da criminalidade na ordem dos 20%, defendendo que o sistema tem tido um importante efeito dissuasor e tem contribuído para a identificação de suspeitos e recolha de prova.
Sobre as queixas de comerciantes na zona da Praça do Carmo, relacionadas com situações de incivilidade associadas a pessoas em condição social vulnerável, o comandante reconheceu a existência do problema, mas considerou tratar-se de uma realidade complexa e comum a muitas cidades.
Nesse sentido, salientou o trabalho conjunto desenvolvido entre a PSP, a Câmara Municipal do Funchal e a Segurança Social Regional, procurando encaminhar essas pessoas para soluções “mais dignas e construtivas”.