Não basta parecer, é preciso ser
No passado dia 3 de maio, por volta das 11 horas, após a missa de domingo na Igreja do Colégio, teve lugar uma situação caricata, ao nível da demagogia que caracterizam os meandros políticos a que assistimos.
Enquanto decorria uma louvável iniciativa de reconhecimento do Dia da Mãe por parte do JPP - diga-se um pouco ao estilo do que outras cores partidárias fazem e que por vezes são criticadas - a Sra. Vereadora pelo
JPP na CMF, foi capaz de descer ao nível do mais indelicado e insensível perante tão assinalável dia.
Os militantes distribuíam flores ás senhoras, assumindo serem mães, sem uma ordem específica para esse efeito. Dirigi-me para receber uma flor, mas reparei que a senhora vereadora não retribuía o gesto. Ingenuamente assumi que não me tivesse visto e voltei-me para sair do espaço onde me encontrava.
Foi nesse momento que a senhora vereadora, em alto e bom som, pergunta : “Então?. Não quer uma flor?”. Voltei-me surpreendida por tal falta de sensibilidade e reparei que mesmo depois de me virar para a senhora, ela recolheu o braço e a flor. Como se não bastasse, sem que eu sequer tivesse tempo de responder, colocou-me as seguintes questões: “É mãe?” e “É madeirense?”.
Limitei-me a responder um “Por favor minha senhora…! “ é abandonei o local sem flor
Caro leitor, relato este acontecimento para estimular à reflexão daquilo que deverão ser as bases de um ambiente salutar onde o respeito por todas as pessoas, neste caso, as mães e todas aquelas que gostariam de o ser, é real.
Pergunto se a senhora vereadora indagou todas as mulheres sobre a sua maternidade, ou só a quem não lhe prestou a reverência que mesma provavelmente procurava.
Questiono também em que é que, a minha naturalidade tem qualquer influência no direito á flor, ou no tratamento cordial, empático e elevação?
Termino como comecei. Seja no político ou noutra área qualquer, não basta parecer, é preciso ser.
D. F.