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Dançando com a Diferença leva 'Ciclo da Invisibilidade II' até Penafiel

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A segunda edição do Ciclo da Invisibilidade chega a Penafiel, entre os dias 15 e 17 de Maio, numa iniciativa da Dançando com a Diferença. Esta pretende ser uma "plataforma de visibilidade e reflexão sobre comunidades historicamente marginalizadas, desta vez, em parceria com o Ponto C – Cultura e Criatividade (Penafiel)".

O principal objectivo passa por fomentar o diálogo e aprofundar a compreensão das realidades vividas pelas chamadas “comunidades invisíveis”, reforçando o compromisso com a diversidade nas artes performativas.

A primeira actividade da programação acontece no dia 15 de Maio, pelas 10 horas, no auditório do Ponto C, com o espectáculo 'Bichos', de  Rui Lopes Graça, pela companhia Dançando com a Diferença. No mesmo dia, é exibido o documentário '1731 – Luz ao Fundo do Túnel', de Eduardo Costa, em colaboração com a Associação Olho.te. Às 21h30, é apresentada a longa-metragem 'SuperNatural', de Jorge Jácome, "que acompanha o trabalho da Dançando com a Diferença e revela o seu universo artístico e humano, dando visibilidade aos intérpretes, aos processos de criação e às relações construídas no seio da companhia, que foi distinguida com o Prémio da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) na Berlinale, em 2022".

No dia 16 de Maio, às 12 horas, Henrique Amoedo, director artístico da Dançando com a Diferença, abre a conversa 'Corpos na Educação, Docentes e Discentes', que terá como protagonista a professora brasileira T. Angel, que decidiu leccionar no colégio onde sofreu bullying na adolescência. T. Angel descreve-se como “periférica”, freak e trans não-binárie. "É artista de performance e activista pelos direitos humanos e dos animais. Desenvolve há duas décadas investigação sobre modificação corporal e diferentes usos do corpo, tendo realizado publicações e conferências nas áreas da educação, corpo modificado e dissidências de género e sexualidade", explica o comunicado à imprensa.

No mesmo dia, às 18 horas, é exibido o documentário 'Uma Casa com a Rua lá Dentro', de André Moniz Vieira, uma produção do Estúdio 21 – Associação Musical e Cultural das Ilhas. O filme retrata os projectos artísticos desenvolvidos com pessoas em situação de sem-abrigo.

Com uma duração prevista de três anos, o Ciclo da Invisibilidade, uma iniciativa da Dançando com a Diferença, centra-se na participação ativa de pessoas pertencentes a comunidades frequentemente invisibilizadas, como pessoas com deficiência, comunidade LGBTQIA+, migrantes, entre outros grupos em situação de exclusão social. Mais do que um evento, o Ciclo da Invisibilidade afirma-se como um movimento.

Henrique Amoedo, director artístico da Dançando com a Diferença, refere que esta segunda edição “reforça o compromisso da estrutura que dirige com a criação artística contemporânea assente na valorização da diversidade na programação artística". "Este projecto afirma-se também como um dispositivo de mediação cultural e uma plataforma de participação activa, promovendo o acesso à cultura e o diálogo entre diferentes comunidades no contexto das artes performativas e da intervenção artística em território”, acrescenta.

O responsável sublinha ainda que esta edição representa “uma acção que se expande da Madeira, numa parceria com o Ponto C, estrutura cultural de Penafiel, envolvendo também entidades como a Olho.te e o Estúdio 21, permitindo a divulgação dos trabalhos fora do território regional. Este trabalho em rede é fundamental para a sustentabilidade e circulação das práticas artísticas”