Sé do Funchal explica intervenção em portas da catedral
Instituição justifica alterações com segurança dos visitantes e prevenção de acidentes
Paróquia salienta difícil tarefa de manter o equilíbrio "entre a funcionalidade, a segurança e o cuidado pelo património"
A Sé do Funchal veio hoje a público esclarecer a intervenção realizada nas portas do guarda-vento da igreja, após a circulação de notícias que apontavam para um alegado “crime contra o património”.
Através de um comunicado divulgado nas redes sociais, a instituição afirma que a sua actuação “sempre foi pautada pelo cuidado, pela limpeza, pelo restauro e pela conservação” da igreja, sublinhando que o espaço religioso deve também ser “seguro, onde todos possam entrar e visitar sem risco de quedas ou ferimentos”.
Segundo a mesma nota, a Sé dispõe actualmente de rampas discretas que permitem maior acessibilidade e circulação de pessoas com mobilidade reduzida, incluindo utilizadores de cadeiras de rodas. No entanto, é referido que o degrau existente na entrada já terá originado vários acidentes, envolvendo sobretudo pessoas idosas, alguns dos quais com consequências graves.
A instituição acrescenta que, apesar da colocação de sinalização e avisos preventivos, os acidentes continuaram a ocorrer, o que levou à decisão de proceder ao corte da parte inferior das portas do guarda-vento, com o objectivo de melhorar a segurança dos visitantes.
A Sé do Funchal refere ainda que a madeira removida foi preservada, admitindo a possibilidade de futura reinstalação das peças, caso seja encontrada uma solução que garanta segurança, nomeadamente através de sistemas com dobradiças ou outras alternativas técnicas.
No mesmo esclarecimento, é sublinhado que a intervenção procurou equilibrar a preservação do património com a segurança dos utilizadores, sendo a medida justificada como uma solução prática perante os riscos identificados no local.