Subemprego a tempo parcial em Portugal atinge 2,2% e aproxima-se da média da UE
O subemprego de trabalhadores a tempo parcial atingiu 2,2% da população ativa em 2025, aproximando-se da média europeia de 2,4%, divulgou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em 2013, ano em que a taxa de desemprego em Portugal alcançou o seu máximo histórico (17,2%), a população ativa representava 89% da população ativa alargada. Em 2025, representou 98%, revelando uma melhoria no uso da força de trabalho potencial.
De acordo com o INE, nas estatísticas divulgadas a propósito do Dia do Trabalhador, que se assinala na sexta-feira, a taxa de desemprego é usualmente superior para as mulheres em comparação com os homens. Em 2025, em Portugal, as taxas foram de 6,4% e 5,5%, respetivamente.
Na subutilização do trabalho (indicador que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego), estas diferenças são reforçadas, observando-se que, em 23 dos 27 países, as taxas de subutilização do trabalho das mulheres são mais elevadas do que as dos homens.
No caso de Portugal, a diferença decorre do maior peso do trabalho a tempo parcial involuntário (subemprego) entre as mulheres, relativamente aos homens, e da sua menor disponibilidade para trabalhar, refletindo desigualdades estruturais.
À semelhança do observado na taxa de desemprego de jovens, as taxas de subutilização do trabalho são muito elevadas, não se aproximando das observadas no grupo dos 25 aos 54 anos ou dos 55 aos 74 anos.
Em Portugal, a taxa de subutilização do trabalho de jovens foi, em 2025, de 30,8%, acima da média europeia de 28,7%, com mais de metade deste valor explicado pelo nível de desemprego.
A comparação da taxa de desemprego com a taxa de subutilização do trabalho permite agrupar os países em quatro grupos separados pelas médias da UE-27, que foram, em 2025, de 6,0% e 11,7%, respetivamente.
Portugal situa-se na média da taxa de desemprego, mas abaixo da média da taxa de subutilização do trabalho.
O indicador subutilização do trabalho suplementa a população desempregada com a força de trabalho potencial e é composta pelos inativos disponíveis, mas que não procuram emprego, inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas e têm disponibilidade para tal (isto é, estão em subemprego).